A Glass Cannon Network (GCN) é um dos nomes mais reconhecidos no universo dos podcasts de actual play de RPGs de mesa. Fundada em 2015, a rede foi uma das primeiras grandes referências em um segmento que tem menos de uma década de existência. E, segundo o cofundador Troy Lavallee, grande parte desse sucesso se deve a uma decisão que pode parecer contraditória: evitar Dungeons & Dragons.
A aposta no Pathfinder
Lavallee explicou, em entrevista por videochamada, que a GCN nasceu com uma proposta simples: jogar Pathfinder, o sistema que a equipe conhecia e amava, transmitindo ao público o entusiasmo genuíno pelo jogo. “Se formos contagiantes sobre o quanto gostamos deste jogo, os ouvintes vão se engajar — mesmo que nunca tenham jogado”, disse ele.
O cofundador também revelou que a rede se surpreende constantemente com a quantidade de pessoas que acompanha os conteúdos sem qualquer intenção de jogar RPG. “Se conseguirmos compartilhar nossa alegria contagiante ao jogar, as pessoas vão se alimentar disso, e é por isso que elas ouvem”, afirmou Lavallee.
A pandemia como ponto de virada
Foi somente durante a pandemia de 2020 que a GCN começou a cogitar expandir seu repertório para outros sistemas. Lavallee observou que o restante do setor estava praticamente dominado pelo D&D, com poucas exceções. “Havia algumas coisas aqui e ali, mas era basicamente D&D em todo lugar — e nós estávamos jogando Pathfinder. Então eu disse: vamos começar a jogar tudo o mais”, contou o cofundador.
A decisão de se diferenciar desde o início, apostando em um sistema alternativo ao líder de mercado, é apontada por Lavallee como um dos principais fatores que consolidaram a identidade da Glass Cannon Network no cenário dos podcasts de RPG de mesa.
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