Uma pesquisa realizada pelo BTG/Nexus e divulgada na última segunda-feira, 25 de maio, revela que o cenário político para as eleições presidenciais deste ano está repleto de desafios. O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera o índice de rejeição, com impressionantes 50% dos entrevistados afirmando que não votariam nele “de jeito nenhum”. Essa rejeição coloca o parlamentar em uma posição delicada, refletindo a insatisfação de uma parte significativa da população.
Logo atrás de Flávio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também enfrenta uma resistência considerável, com 47% dos eleitores afirmando que não votariam nele. Este dado ressalta a polarização política do país, onde as opiniões estão fortemente divididas.
Dentre os outros pré-candidatos, o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobiliza) apresenta uma rejeição de 42%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem 34%. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), segue com 32% de desaprovação. O líder do Missão, Renan Santos, apresenta 31% de rejeição, com Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, registrando 30% e o psiquiatra Augusto Cury alcançando 27%.
Apesar dos altos índices de rejeição, a pesquisa indica que Lula mantém o maior eleitorado consolidado entre os candidatos, com 37% dos entrevistados afirmando que ele é o único nome em quem votariam. Flávio Bolsonaro vem em segundo lugar nesse aspecto, com 26% de apoio consolidado.
Quando se analisa o potencial ampliado de voto, aqueles que estão dispostos a considerar um candidato, mesmo que tenham outras opções em mente, Caiado e Zema despontam como líderes, ambos com 27%. Flávio Bolsonaro e Joaquim Barbosa seguem de perto, ambos com 20% de potencial de voto.
A pesquisa também revela um elevado grau de desconhecimento entre os candidatos. Augusto Cury é desconhecido por 57% dos entrevistados, Renan Santos por 54%, e Joaquim Barbosa por 48%. Caiado e Zema também enfrentam falta de reconhecimento, com 37% e 34% de desconhecimento, respectivamente.
Conduzida pela Nexus entre os dias 22 e 24 de maio, a pesquisa entrevistou 2.045 eleitores e apresenta uma margem de erro de dois pontos porcentuais, com um intervalo de confiança de 95%. Esse levantamento é um reflexo das complexidades que permeiam o atual cenário político brasileiro.
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