A Itália declarou alerta vermelho nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, em Roma e em outras quatro cidades devido à intensa onda de calor que atinge a Europa Ocidental. Esta situação climática tem batido recordes de temperatura em Portugal e na França, trazendo desafios significativos para a população.
A partir do início desta semana, a Europa tem enfrentado uma onda de calor precoce e sem precedentes para um mês de maio, um fenômeno que, segundo especialistas, é resultado de uma “cúpula de calor”. Essa condição climática ocorre quando ar quente do norte da África fica preso sob um sistema de alta pressão, resultando em temperaturas que normalmente são associadas ao verão, que só começa oficialmente em 21 de junho.
Na França e no Reino Unido, as autoridades registraram várias mortes atribuídas direta ou indiretamente ao calor extremo. Em Portugal, a ministra da Saúde relatou que as altas temperaturas resultaram em um aumento significativo nas hospitalizações. No centro de Portugal, a localidade de Mora atingiu impressionantes 40,3°C, superando o recorde anterior de 40°C registrado em maio de 2001.
Embora a Itália ainda não tenha enfrentado temperaturas tão extremas, as autoridades locais alertaram a população de Roma e outras cidades para evitar a exposição direta ao sol. A turista espanhola Nana Martínez compartilhou sua experiência, dizendo: “Estamos suando muito” enquanto tentava encontrar alívio do calor próximo ao Coliseu, onde os termômetros marcavam 32°C. Ela e sua companheira de viagem, María Ángeles Mellinas Tello, enfatizaram a importância de “beber muita água” e “ficar na sombra sempre que possível”.
“E os chapéus. O chapéu é indispensável!”
O Ministério da Saúde italiano declarou alerta vermelho, o nível mais alto, para Roma, Florença, Bolonha, Turim e Brescia. Isso indica uma situação de emergência suscetível de causar efeitos prejudiciais à saúde de pessoas saudáveis e ativas, e não apenas dos grupos de risco, como idosos e crianças pequenas.
Cientistas indicam que as mudanças climáticas induzidas pelo ser humano estão intensificando fenômenos meteorológicos extremos, como ondas de calor, secas e inundações. O calor extremo também trouxe consequências para eventos esportivos, como o torneio de Roland Garros, onde o tenista italiano Jannik Sinner, favorito da competição, passou mal e acabou perdendo na segunda rodada.
A situação continua crítica na França, onde Angoulême-La Couronne registrou 37,8°C, um recorde nacional. Uma escola no sudoeste do país teve que fechar após os corredores atingirem 53°C, levando alguns alunos a desmaiar. Paris também não escapa, com a expectativa de uma sequência inédita de oito dias acima dos 30°C em maio.
Na Espanha, alertas de calor foram emitidos para sexta-feira em áreas do nordeste e do norte, com temperaturas previstas de até 37°C. A agência nacional de meteorologia classificou essas temperaturas como “extraordinariamente altas” para esta época do ano. Em meio a isso, turistas como Josh Ren, dos Estados Unidos, adaptaram suas rotinas para enfrentar o calor, optando por atividades mais cedo e fazendo pausas em ambientes frescos durante o calor intenso.
Estudos recentes alertam que ondas de calor como a atual podem impactar significativamente as economias europeias, reduzindo o crescimento e a arrecadação fiscal.
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