Empresária Roberta Luchsinger afirma sofrer ameaças e julgamentos desde dezembro de 2024. Ela nega envolvimento em desvios do INSS e culpa exposição de sua amizade com Lulinha.
A empresária Roberta Luchsinger afirmou ter sido ‘criminalizada’ em função de sua amizade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma entrevista, Roberta negou qualquer envolvimento nas investigações relacionadas aos desvios do INSS e se posicionou contra as acusações que recaem sobre ela.
Roberta compartilhou sua experiência, destacando que desde dezembro de 2025, sua vida pessoal e profissional foi exposta de forma negativa devido à sua relação com Lulinha. ‘Desde dezembro, sou criminalizada, julgada e ameaçada de todas as formas por ser amiga do filho do presidente Lula’, declarou a empresária.
Além disso, Roberta mencionou que seu nome ganhou destaque nas apurações da Operação Sem Desconto, que investiga possíveis irregularidades em benefícios previdenciários. Em sua defesa, a empresária ressaltou que a viagem que fez para a Finlândia em janeiro de 2025 com Lulinha e sua família foi estritamente turística e que todos os custos foram compartilhados entre os participantes.
Roberta apresentou comprovantes de gastos às autoridades e negou ter financiado a viagem da família de Lulinha, que atualmente reside em Madri, na Espanha. Outro ponto importante em sua declaração envolve a RL Consultoria, empresa da qual ela é sócia, que prestou serviços técnicos para o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’.
Segundo Roberta, a consultoria recebeu cerca de R$ 1,5 milhão ao longo de cinco meses, valor que estava previsto em contrato. Ela defendeu que a contratação foi feita com base em critérios técnicos e que não havia qualquer relação comercial entre sua empresa e Lulinha. ‘Quando meus advogados levantaram os antecedentes do Antônio e da empresa dele para assinarmos o contrato, não havia um único processo’, afirmou.
Durante as investigações, Roberta disponibilizou dados fiscais e financeiros de 20 anos às autoridades. Além disso, criticou os vazamentos de informações que, segundo ela, alimentaram especulações sobre o caso. A empresária também se manifestou sobre a operação de busca e apreensão realizada em seu apartamento, onde documentos e objetos pessoais foram examinados.
Roberta expressou a expectativa de que a Procuradoria-Geral da República arquive as investigações por falta de indícios de crime. Seu advogado, Bruno Salles, ressaltou que as alegações contra a empresária não se sustentam. ‘A tese acusatória de que a Roberta receberia valores para repassar ao Fábio sem prestação de serviços foi desmontada’, afirmou.
A empresária finalizou sua declaração afirmando que continuará colaborando com as autoridades e reafirmou que sua atuação sempre foi baseada em conhecimento técnico, e não em influência política. Ela negou qualquer irregularidade em sua relação com Lulinha e apontou que as acusações têm uma motivação política subjacente.


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