Testemunha-chave no julgamento, Thayná de Oliveira prestou depoimento revelador no 7º dia do júri. Ela afirmou que a mãe de Henry tentou suprimir evidências logo após a morte do filho.
No domingo, 31 de maio de 2026, durante o julgamento da morte de Henry Borel, a babá Thayná de Oliveira Ferreira fez revelações impactantes. Ela declarou que Monique Medeiros, mãe de Henry, solicitou que ela apagasse mensagens do celular logo após a trágica morte do menino, além de minimizar relatos sobre a dinâmica familiar.
O depoimento de Thayná aconteceu no sétimo dia do júri que envolve Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique, ambos acusados pela morte da criança de apenas 4 anos. Considerada uma testemunha crucial no caso, Thayná também se comprometeu a corrigir diversas versões que havia apresentado ao longo das investigações.
Segundo a babá, no dia seguinte ao enterro de Henry, ela foi levada a um escritório de advocacia, onde recebeu instruções sobre o que deveria comunicar à imprensa e às autoridades. “Apaga as mensagens”, foi a frase que Thayná atribuiu a Monique. Ela também relatou que lhe pediram para sustentar que a convivência na família era harmoniosa, afirmando: “Fala que a nossa relação era muito boa”.
Além disso, Thayná compartilhou suas suspeitas em relação a Jairinho. Durante seu depoimento, ela mencionou três incidentes que ocorreram entre janeiro e fevereiro de 2021, que levantaram questionamentos sobre a relação dele com Henry. Em uma dessas situações, segundo a babá, o então vereador levou o menino para um quarto e fechou a porta. Posteriormente, Henry saiu mancando e reclamou de dores na cabeça, afirmando que havia se machucado ao cair da cama.
Thayná relatou que sempre comunicou essas situações a Monique, tanto por mensagens quanto pessoalmente. No entanto, ela reconheceu que nunca presenciou nenhuma agressão direta contra a criança. Quando questionada pelas defesas, a babá afirmou que não procurou a polícia porque não testemunhou violência e que sentiu medo diante da situação.
Os advogados de Jairinho e Monique contestaram vários pontos do depoimento, explorando as divergências nas versões apresentadas pela testemunha ao longo do processo. O julgamento continua no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. De acordo com a acusação, Jairinho agrediu Henry até a morte em março de 2021, enquanto Monique teria falhado em proteger seu filho. Ambos negam qualquer envolvimento no crime.

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