Netanyahu ordenou bombardeios nos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah. A decisão eleva a tensão no Líbano e ameaça negociações entre EUA e Irã.
Na última segunda-feira, 1º de junho de 2026, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tomou uma decisão significativa ao ordenar ataques contra os subúrbios do sul de Beirute, que são controlados pelo grupo Hezbollah. Essa ação representa uma nova escalada no já tenso conflito na região e traz preocupações adicionais para as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
Netanyahu justificou a ordem destacando as repetidas violações do cessar-fogo pelo Hezbollah e os ataques que têm afetado as cidades e cidadãos israelenses. Em uma publicação no X, ele afirmou:
“Em virtude das violações repetidas e contínuas do cessar-fogo no Líbano pelo grupo terrorista Hezbollah e dos ataques contra nossas cidades e cidadãos, ordenei ao IDF, juntamente com o Ministro da Defesa, Israel Katz, atacar alvos terroristas no bairro Dahiyeh em Beirute.”
A resposta do Irã não tardou a chegar. O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, enfatizou que o cessar-fogo entre Teerã e Washington se aplica a todas as frentes, afirmando que
“Uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os Estados Unidos e Israel são responsáveis pelas consequências de qualquer violação.”
Com os aumentos das tensões, muitos moradores dos subúrbios de Dahiyeh, em Beirute, começaram a deixar a área após os alertas emitidos por Israel. O conflito já forçou mais de 1 milhão de pessoas a abandonarem suas casas no Líbano, evidenciando a gravidade da situação humanitária.
Netanyahu, em um vídeo, reafirmou a determinação de Israel em proteger seus cidadãos, afirmando que
“Não haverá situação em que o Hezbollah ataque nossas cidades e nossos cidadãos e seus quartéis-generais terroristas em Beirute, em Dahiyeh, permaneçam fora de alcance.”
A ordem de Netanyahu para realizar ataques em Beirute seguiu-se a uma intensificação dos combates que ocorreram no fim de semana anterior. Israel havia realizado apenas dois ataques na região desde o cessar-fogo anunciado em 16 de abril pelo presidente dos EUA, Donald Trump, mas os confrontos continuaram a se intensificar.
O Hezbollah, por sua vez, declarou ter lançado mísseis contra infraestrutura militar israelense em Tiberíades como resposta a supostas violações por parte de Israel. O ministro da Defesa, Israel Katz, reiterou que não haverá “calma” em Beirute enquanto não houver “calma” no norte de Israel, ressaltando a continuidade das hostilidades.
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






