As ações da Nike registraram queda no pré-mercado desta quarta-feira após o RBC Capital Markets rebaixar sua recomendação para os papéis de “Desempenho Superior” para “Desempenho em Linha com o Setor” (equivalente a neutro) e reduzir o preço-alvo de US$ 70 para US$ 50.
Segundo o banco, a recuperação da companhia sob a liderança do CEO Elliott Hill está avançando de forma mais lenta do que o esperado. Os analistas também avaliam que os atuais esforços para reorganizar o negócio não são suficientes para impulsionar um crescimento sustentável das receitas no curto prazo.
O RBC destacou que fatores considerados positivos para a empresa, como a Copa do Mundo FIFA de 2026 e a redução dos estoques acumulados, dificilmente serão capazes de gerar uma retomada significativa das vendas ao longo do restante do ano. Além disso, o banco apontou a ausência de novos motores de crescimento com escala suficiente para acelerar os resultados da companhia.
Refletindo esse cenário mais cauteloso, a instituição reduziu suas projeções de lucro por ação para os anos fiscais de 2027 e 2028 em aproximadamente 9% e 13%, respectivamente, passando a trabalhar com estimativas abaixo do consenso de Wall Street.
A pressão sobre os papéis também foi reforçada pelo Citi, que manteve recomendação neutra para a Nike, mas cortou seu preço-alvo de US$ 53 para US$ 47. O banco acredita que as expectativas do mercado para os próximos trimestres ainda podem estar excessivamente otimistas.
Negociadas perto de US$ 44 no pré-mercado, as ações da fabricante de artigos esportivos permanecem próximas da mínima de 52 semanas, de US$ 41,35, e acumulam forte desvalorização em relação ao pico de US$ 80,17 registrado no mesmo período. Do ponto de vista técnico, o papel segue operando abaixo das médias móveis de 50 e 200 dias, sinalizando uma tendência baixista de longo prazo.
O movimento ocorre em um dia de relativa tranquilidade nos mercados globais, sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes ou anúncios do Federal Reserve que pudessem justificar a queda. Dessa forma, o foco dos investidores permanece concentrado exclusivamente nas perspectivas da empresa.
Outro fator que preocupa os analistas é o aumento da concorrência no setor. Rivais como a Adidas e a On Holding vêm ganhando participação de mercado em importantes regiões, especialmente na China, onde a Nike registrou queda de 10% na receita no trimestre mais recente.
Com a divulgação dos resultados do quarto trimestre fiscal de 2026 marcada para 30 de junho, o mercado parece adotar uma postura de cautela, aguardando sinais mais concretos de recuperação antes de voltar a apostar de forma mais agressiva nas ações da companhia.
Fonte: https://br.investing.com/ (Adaptado)
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