Pequim rebateu acusações americanas e classificou as novas tarifas de Trump como manobra política. O impasse comercial entre as duas potências pode afetar exportações brasileiras.
A China rejeitou veementemente as acusações feitas pelos Estados Unidos, que afirmam que produtos exportados pelo país seriam fabricados sob condições de trabalho forçado. Esta declaração veio após o governo de Donald Trump anunciar a intenção de implementar novas tarifas sobre diversos parceiros comerciais.
De acordo com um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a China, junto a outros países como o Brasil, não teria conseguido evitar a entrada e a circulação de mercadorias produzidas em condições consideradas abusivas. Como resultado, foi sugerida a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre esses produtos.
Entretanto, Pequim negou categoricamente essas alegações. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, expressou a posição do governo, afirmando que a questão está sendo utilizada como um pretexto para justificar novas restrições comerciais.
“Não existe trabalho forçado na China, e nos opomos a que isso seja usado como desculpa para manipulação política”,
declarou a representante, enfatizando a determinação do país em defender sua integridade.
Além das negações, o governo chinês defendeu que as divergências econômicas e comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo e da cooperação. Pequim argumentou que medidas unilaterais e a imposição de novas barreiras tarifárias podem prejudicar o comércio global. A escalada das tensões comerciais, segundo a China, não traz benefícios para nenhuma das partes envolvidas.
Essas novas acusações surgem poucos dias após Trump retornar de uma visita oficial à China, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping. Durante esse encontro, os líderes discutiram a ampliação do acesso das empresas americanas ao mercado chinês e o aumento dos investimentos chineses nos Estados Unidos, com o intuito de fortalecer os laços econômicos entre as duas maiores economias do mundo.
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