Trump chega a Evian neste domingo para encontro decisivo com líderes do G7. Na pauta, os detalhes do acordo com o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará HOJE, 15 de junho de 2026, de uma importante reunião de cúpula com seus homólogos do G7 na França. Este encontro ocorre logo após o anúncio de um acordo com o Irã, visando pôr fim à guerra no Oriente Médio, um tema que promete dominar as discussões na cúpula.
A expectativa é de que Trump chegue à cidade de Evian, onde seus aliados o aguardam para conhecer os detalhes do acordo e os planos para a reabertura do Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o comércio de combustíveis. Esse encontro se torna ainda mais significativo, pois ocorre um dia após o aniversário de 80 anos do presidente.
No entanto, o Irã não será o único assunto debatido durante os três dias de reuniões. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, se juntará ao encontro a partir de amanhã, após recentes bombardeios russos que resultaram em danos a uma catedral histórica em Kiev e em diversas mortes em várias cidades da Ucrânia.
Como anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron, está determinado a promover uma agenda que aborde temas sensíveis, incluindo a limitação dos desequilíbrios econômicos globais e o aumento do controle sobre questões digitais, especialmente em relação à inteligência artificial.
“A reunião de cúpula examinará as consequências do acordo com o Irã, especialmente em relação ao Líbano, à reabertura do Estreito de Ormuz e às atividades nucleares e balísticas do país”, declarou Macron em uma publicação.
A reabertura do Estreito de Ormuz é uma expectativa crescente entre os membros do G7, pois pode aliviar a pressão sobre os preços do petróleo, que já apresentaram queda após o anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã.
Durante os próximos três dias, Evian será palco de um desfile de líderes mundiais. A França busca expandir o alcance do G7, incluindo a participação de países como Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos, que estarão presentes para discutir o Irã. Além disso, líderes do Brasil, Índia, Quênia e Coreia do Sul também marcarão presença no evento.
Em um almoço programado para quarta-feira, Sam Altman, CEO da OpenAI, e outros líderes do setor de tecnologia discutirão a proteção de menores no ambiente digital, um tópico cada vez mais relevante no mundo atual.
A segurança do evento é uma prioridade, com milhares de policiais e soldados mobilizados em uma operação que abrange também a Suíça, localizada do outro lado do Lago Leman. No domingo, manifestações contra o G7 ocorreram em Genebra, com confrontos entre manifestantes e polícia.
Além disso, em um gesto incomum, Trump estenderá sua visita à França e terá um jantar com Macron no Palácio de Versalhes na quarta-feira, após o término da cúpula. Embora a China não faça parte do G7, suas políticas e ações serão discutidas, especialmente em relação ao domínio no mercado de terras raras, essenciais para a transição energética e digital.
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