O Banco Central amplia as apurações sobre irregularidades no Grupo Banco Master. A nova fase começa em 23 de junho, com todas as empresas do conglomerado já sob supervisão do BC.
O Banco Central (BC) decidiu prorrogar por mais 120 dias o inquérito administrativo que investiga o Grupo Banco Master. A nova fase da investigação começará a valer no dia 23 de junho e busca apurar um esquema de irregularidades envolvendo as instituições financeiras que fazem parte do conglomerado.
Atualmente, todas as empresas ligadas ao grupo já estão sob a supervisão e regime de resolução do Banco Central. Aarão Diamantino Oliveira, chefe-adjunto do Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora, foi o responsável por assinar o comunicado que oficializa a continuidade das apurações.
O escopo da investigação abrange seis instituições financeiras, a saber: Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Master Múltiplo, Banco Letsbank, Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e Will Bank. A ação do Banco Central reflete sua preocupação com a integridade do sistema financeiro nacional.
Vale lembrar que o Banco Central já havia tomado medidas drásticas em novembro do ano passado, quando decretou a liquidação do Banco Master. Essa decisão coincidiu com a primeira prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do conglomerado, que está sendo investigado por fraudes bancárias. Na mesma data, as autoridades também liquidaram o banco de investimentos Letsbank e a corretora, além de colocar o Banco Master Múltiplo em Regime de Administração Especial Temporária, que permite a continuidade das atividades da empresa sob nova gestão.
Em janeiro, o Will Bank também foi liquidado. As intervenções do Banco Central foram justificadas por uma grave crise de liquidez que afeta o conglomerado, bem como o comprometimento da saúde econômico-financeira das instituições envolvidas. Além disso, foram identificadas graves violações e infrações às normas que regem o Sistema Financeiro Nacional, o que levou a autoridade monetária a agir de forma contundente.
As medidas adotadas pelo Banco Central visam garantir a proteção dos investidores e a estabilidade do sistema financeiro, refletindo a seriedade com que o órgão trata as irregularidades detectadas. A prorrogação da investigação é um passo importante para elucidar os fatos e assegurar que as normas sejam cumpridas, mantendo a confiança do público no sistema financeiro.
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