O presidente iraniano Masoud Pezeshkian sinalizou abertura para garantias escritas contra armas nucleares. Porém, o país não abre mão do enriquecimento de urânio, ponto central das tensões com os EUA.
No dia 21 de junho de 2026, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez uma declaração significativa sobre as intenções nucleares do país. Ele afirmou que o Irã está disposto a oferecer garantias de que não desenvolverá armas nucleares, mas insistiu que não abrirá mão do seu direito de continuar o processo de enriquecimento de urânio.
“Os EUA exigem que o Irã não construa uma bomba atômica. Isso não é novidade, e nós também podemos declarar por escrito que não temos intenção de construir uma bomba”, afirmou Pezeshkian.
A declaração do líder iraniano foi divulgada em meio à retomada das negociações com os Estados Unidos, que buscam encerrar os conflitos no Oriente Médio. Pezeshkian enfatizou a importância do enriquecimento, afirmando: “No entanto, não abriremos mão do nosso direito ao enriquecimento, e o outro lado não terá escolha a não ser aceitar esse direito”.
Além disso, neste domingo, autoridades dos EUA e do Irã se reuniram na Suíça para discutir um possível acordo de paz. Este encontro acontece após o regime iraniano anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, um canal marítimo estratégico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, que é considerado um dos pontos mais críticos do mundo para o transporte de energia, concentrando cerca de 20% a 30% do petróleo mundial.
O Estreito de Ormuz é vital para a economia global e seu fechamento pode ter implicações significativas em mercados de energia. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, também mencionou que o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano seria um dos principais temas a serem discutidos na reunião com os representantes dos EUA.
“Israel continua violando seus compromissos no Líbano, e esta questão será o principal ponto de discussão nas conversas”, declarou Baqai em um vídeo divulgado pela agência estatal iraniana.
Essas discussões refletem a complexidade da situação no Oriente Médio e a interconexão entre as questões nucleares e os conflitos regionais. O futuro das negociações e a estabilidade na região permanecem incertos, mas as declarações de Pezeshkian sinalizam uma posição firme do Irã quanto aos seus direitos e intenções.
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