Washington abre brecha histórica ao liberar produção e venda de petróleo iraniano até agosto de 2026. O movimento ocorre enquanto diplomatas negociam acordo na Suíça para encerrar o conflito.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (22), a suspensão temporária das sanções contra o Irã, permitindo que a República Islâmica produza, venda e forneça petróleo bruto e seus derivados até o dia 21 de agosto de 2026.
As negociações entre os Estados Unidos e o Irã se intensificam na Suíça, onde os negociadores entram no segundo dia de discussões em busca de um acordo que ponha um fim definitivo à guerra entre os dois países. Este processo ocorre após um início tumultuado, marcado por declarações contundentes do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o governo iraniano.
De acordo com a licença divulgada pelo Departamento do Tesouro, todas as transações anteriormente proibidas, que envolvem a produção, venda e transporte de petróleo bruto de origem iraniana, agora estão autorizadas até as 00h01, horário de verão do Leste, do dia 21 de agosto de 2026.
“A incansável mediação do Paquistão e do Catar permitiu avanços importantes para pôr fim à guerra do Líbano”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
Araghchi também destacou que foram levantadas as restrições às exportações de petróleo e produtos petroquímicos, o bloqueio foi suspenso e alguns ativos previamente congelados foram desbloqueados. Além disso, um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã foi iniciado.
Por volta das 14h05 GMT (11h05 em Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent apresentaram uma queda de 3,3%, atingindo 77,91 dólares o barril. Essa movimentação no mercado reflete as incertezas e expectativas em torno das negociações e das novas diretrizes para o setor energético iraniano.
Na semana passada, Teerã e Washington assinaram um memorando de entendimento que estabelece as bases para uma rodada de negociações de 60 dias. Esse acordo surge após um período de quase 40 dias de conflitos, seguido por semanas de um cessar-fogo que se mostrou inconclusivo e frequentemente descumprido. O cenário atual pode abrir portas para um futuro mais estável e cooperativo na região.
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