No dia 03 de julho de 2026, o tribunal eleitoral do Peru anunciou a conservadora Keiko Fujimori como presidente eleita. A decisão foi tomada após uma contagem de votos que se estendeu por quase um mês, resultando na vitória de Fujimori no segundo turno realizado em 7 de junho, onde ela enfrentou o progressista Roberto Sánchez.
O Júri Nacional de Eleições confirmou que Fujimori, representando o partido Força Popular, recebeu 9.223.396 votos, enquanto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, obteve 9.173.755 votos. A diferença foi de cerca de 50.000 votos a favor de Fujimori, marcando sua quarta tentativa bem-sucedida de alcançar a presidência, após três derrotas em 2011, 2016 e 2021, todas por margens estreitas.
“Recebo o resultado com responsabilidade, sobretudo sabendo que nosso país está praticamente dividido e temos a responsabilidade de ouvir ambos os lados”, declarou Fujimori antes de sua proclamação oficial.
Por outro lado, Roberto Sánchez, ex-ministro do encarcerado ex-presidente Pedro Castillo, não reconhece a vitória de Fujimori. Ele alega que houve fraude nas eleições, embora não tenha apresentado provas concretas para sustentar suas alegações. Em protesto contra o resultado eleitoral, Sánchez realizou marchas pacíficas pelas ruas de Lima em três ocasiões diferentes.
O ex-ministro também levantou questões sobre as regras que governaram a custódia dos votos no exterior, que, segundo ele, foram alteradas antes do segundo turno, o que poderia ter influenciado o resultado apertado. No entanto, as missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia afirmaram que não houve irregularidades significativas durante as eleições.
Com a declaração do tribunal, o país agora enfrenta um momento de incerteza política e divisão, com a necessidade de diálogo e entendimento entre os diferentes setores da sociedade peruana.
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