O Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, desembarcou neste domingo (05) nos Estados Unidos para participar de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O objetivo da viagem é defender o sistema de pagamento Pix e as empresas brasileiras contra as sobretaxas que o governo dos EUA sinalizou.
A audiência está agendada para terça-feira (07), onde Flávio apresentará argumentos técnicos e políticos a respeito dos temas em pauta. O encontro será conduzido pelo representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
A viagem havia sido antecipada anteriormente e confirmada pelo ministro durante sua participação em um evento de abertura da FEICORTE 2026. Na ocasião, Flávio Bolsonaro mencionou que o presidente atual, por questões ideológicas, poderá prejudicar as empresas brasileiras nas relações com os Estados Unidos. Ele fez uma lembrança de seu trabalho anterior à frente da presidência, quando pediu a classificação de grupos como PCC e CV como terroristas nos EUA.
“Espero e peço a Deus que me dê sabedoria e torque o governo americano para que esse mercado consumidor gigante não fique ainda mais inacessível”, declarou o senador.
Além de abordar a questão da taxação, Flávio também se propôs a defender o sistema de pagamento Pix, que foi criado durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele destacou a importância do Pix para a inclusão de milhões de brasileiros no sistema bancário, afirmando que “o Pix é sagrado para todos nós brasileiros”.
O posicionamento de Flávio veio após ele enviar uma carta ao governo dos EUA, na qual reafirmou que o Pix representa uma das marcas registradas do governo anterior e que é um avanço tecnológico com um “poder empreendedor transformador”. Segundo ele, essa visão é compartilhada pelo ex-presidente Donald Trump.
No documento, Flávio destacou que o Pix é uma infraestrutura pública soberana de pagamentos, similar ao “FedNow”, que é administrado pelo Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos. Ele argumentou que a alegação de conflito de interesses é insustentável, pois o método de pagamento brasileiro não é uma empresa comercial concorrente.
“A tese de conflito de interesses é insustentável”, afirmou Flávio. “O volume de transações com cartões dos Estados Unidos no Brasil cresceu paralelamente ao Pix, ampliando o mercado consumidor para empresas norte-americanas.”
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