No dia 5 de julho de 2026, o Brasil se prepara para enfrentar a Noruega em busca de superar dois tabus históricos. A partida, que ocorre às 17h (horário de Brasília) em Nova Jersey, nos Estados Unidos, é um momento crucial para a seleção canarinho, que almeja não apenas avançar para as quartas de final da Copa do Mundo, mas também conquistar sua primeira vitória sobre os escandinavos.
A Noruega é a única seleção que o Brasil já enfrentou e que nunca foi derrotada pela Amarelinha, acumulando duas vitórias e dois empates em quatro confrontos até agora. O primeiro encontro remonta ao dia 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, onde as equipes empataram em 1 a 1. Naquela ocasião, Jan Age Fjortoft abriu o placar para os noruegueses, mas Edmar igualou o jogo.
A seleção brasileira, sob o comando de Carlos Alberto Silva, contava com jogadores que mais tarde se tornaram tetracampeões do mundo em 1994, como Taffarel, Jorginho e Romário. Curiosamente, a equipe norueguesa daquela época incluía atletas cujos filhos estão na atual geração, como Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt, e Goran Sorloth, pai do atacante Alexander Sorloth.
No segundo jogo entre as seleções, em 30 de maio de 1997, novamente no Ullevaal, o Brasil, que estava invicto há 42 meses, sofreu uma derrota de 4 a 2, com Tore André Flo se destacando ao marcar dois gols. O lateral Alf-Inge Haaland, pai do atacante Erling Haaland, e Stale Solbakken, hoje treinador da Noruega, também fizeram parte daquele confronto.
O terceiro duelo ocorreu durante a Copa da França, em 23 de junho de 1998, onde o Brasil saiu na frente, mas acabou perdendo por 2 a 1. Em 16 de agosto de 2006, as seleções se enfrentaram mais uma vez, resultando em um empate de 1 a 1, evitando uma nova derrota para a equipe canarinha.
“Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que, nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória”, afirmou o lateral brasileiro Douglas Santos.
Uma vitória sobre a Noruega também significaria romper um jejum de vitórias do Brasil contra seleções europeias em jogos eliminatórios de Copas do Mundo, que não ocorre desde a conquista do pentacampeonato em 2002, quando derrotou a Alemanha. Desde então, o Brasil enfrentou adversários europeus em várias edições da Copa, sofrendo eliminações dolorosas, como as ocorridas contra a França em 2006, a Holanda em 2010, a Alemanha em 2014 e a Bélgica em 2018, além da Croácia em 2022.
“Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história,” disse o atacante Matheus Cunha.
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