No dia 23 de junho de 1998, a Noruega fez história ao vencer o Brasil por 2 a 1 no estádio Vélodrome, em Marselha, durante a fase de grupos da Copa do Mundo. A chave para essa vitória surpreendente foi a tática cuidadosamente elaborada pelo treinador Egil “Drillo” Olsen, que optou por um sistema defensivo extremamente disciplinado. Ao abrir mão da posse de bola, ele compactou suas linhas em um rigoroso formato 4-1-4-1, apostando em lançamentos longos para o centroavante Tore André Flo. Essa estratégia sufocou os espaços de criação para os astros brasileiros como Ronaldo, Bebeto e Rivaldo, culminando em uma virada histórica nos minutos finais da partida.
A seleção norueguesa da década de 1990 se destacou pelo estilo de jogo pragmático, conhecido como “Drillo-ball”, que se baseava na marcação por zona. Em vez de seguir individualmente os renomados jogadores brasileiros, os noruegueses priorizavam a defesa do espaço, criando blocos compactos que bloqueavam as linhas de passe do meio-campo brasileiro, liderado por Dunga e Leonardo. Essa abordagem se provou eficaz, permitindo que a Noruega neutralizasse o ataque brasileiro e se mantivesse organizada defensivamente.
Para suas jogadas de ataque, a Noruega evitava a troca de passes curtos, preferindo ligações diretas. Os zagueiros e laterais eram instruídos a realizar lançamentos longos em direção a Tore André Flo, que desempenhava um papel crucial ao dominar a bola e aguardar a chegada dos meias Kjetil Rekdal e Roar Strand. Essa transição rápida era fundamental para evitar que a defesa brasileira se organizasse, e a eficácia dessa tática foi evidente aos 38 minutos do segundo tempo, quando Flo empatou a partida após um embate físico com a zaga brasileira. Um pênalti cometido por Júnior Baiano aos 44 minutos garantiu a vitória para a Noruega, com Rekdal convertendo a penalidade e selando o resultado em 2 a 1.
Além disso, a Noruega e o Brasil possuem um histórico curioso em seus confrontos. Apesar de o Brasil ter conquistado cinco títulos mundiais, a seleção nunca venceu a Noruega em jogos oficiais ou amistosos, o que torna os escandinavos uma pedra no sapato da história do futebol brasileiro. O último confronto, ocorrido em 5 de julho de 2026, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, repetiu a história, com a Noruega vencendo novamente por 2 a 1, desta vez com dois gols de Erling Haaland. O Brasil, embora tenha dominado a posse e criado oportunidades, não conseguiu superar a sólida defesa norueguesa, confirmando o desafio contínuo que a equipe escandinava representa para os brasileiros.
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