O Senado aprovou, na quinta-feira, 9 de julho de 2026, o Acordo de Coprodução Cinematográfica entre Brasil e China, que foi assinado em 2017. Essa medida representa um passo significativo para o fortalecimento das relações culturais e econômicas entre os dois países, permitindo que filmes produzidos em colaboração sejam reconhecidos como obras nacionais em ambos os mercados.
Com essa aprovação, os filmes coproduzidos poderão ter acesso aos mesmos incentivos fiscais e financeiros que são destinados às produções locais, o que representa uma oportunidade valiosa para cineastas e empresas do setor. O texto agora segue para promulgação, marcando um novo capítulo na indústria cinematográfica.
Pelas regras do acordo, os projetos de coprodução precisarão ser aprovados previamente pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) no Brasil, além do órgão equivalente na China. É importante destacar que a participação financeira e criativa de cada país deverá representar, em regra, entre 20% e 80% do custo total da produção, garantindo uma colaboração justa e equilibrada.
Além disso, o tratado estabelece que o elenco e a equipe técnica dos filmes devem ser formados, predominantemente, por profissionais brasileiros ou chineses. Existem exceções para coproduções que envolvem terceiros países ou quando houver exigências específicas do roteiro, permitindo assim uma maior flexibilidade na produção.
Segundo os ministérios da Cultura e das Relações Exteriores, a iniciativa busca ampliar o intercâmbio cultural e econômico entre os dois países.
O relator da proposta, senador Humberto Costa (PT-PE), enfatizou a importância dessa medida, afirmando que ela ajudará a “reduzir barreiras comerciais e fortalecer a presença do cinema brasileiro no mercado audiovisual chinês”, que é considerado um dos maiores do mundo. A expectativa é que esse acordo não apenas beneficie a indústria cinematográfica, mas também promova uma troca rica de experiências culturais entre Brasil e China.
Outro ponto relevante do acordo é a facilitação da emissão de vistos para os profissionais envolvidos nas produções, além da isenção de taxas de importação temporária para equipamentos utilizados nas filmagens. Esses aspectos adicionais tornam o ambiente de coprodução ainda mais atrativo e acessível para os cineastas de ambos os países.

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