Uma pesquisa realizada pelo PoderData/AYA e divulgada hoje, 16 de julho de 2026, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta uma vantagem significativa entre as mulheres, na maioria das regiões do Brasil e em diversas faixas de renda. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se destaca entre os homens e evangélicos.
De acordo com os dados, Lula registra 40% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto Flávio alcança 30%. No segmento masculino, o senador lidera com 40%, enquanto o chefe do Executivo possui 39%.
Embora o apoio dos evangélicos esteja predominantemente com Flávio, o presidente Lula é impulsionado por outros segmentos religiosos. Ele conta com 57% de apoio entre praticantes de religiões de matriz africana, como umbandistas e candomblecistas, 43% entre espíritas e kardecistas, e 41% entre católicos.
Além disso, Lula também é a escolha de 54% dos ateus e de 52% dos entrevistados sem religião. Por outro lado, Flávio se mostra consolidado entre os evangélicos, com 46% de intenções de voto, enquanto Lula soma apenas 24% neste grupo.
O Nordeste, tradicional bastião político de Lula, mostra uma clara vantagem para o petista, que é preferido por 46% dos entrevistados da região, em comparação a 33% para Flávio. No Norte, Lula aparece com 41%, enquanto Flávio tem 38%. No Sudoeste, onde estão os dois maiores colégios eleitorais do país, Lula registra 38% e Flávio, 33%.
No Centro-Oeste, o senador lidera com 38%, seguido de perto por Lula, que possui 36%. No Sul do Brasil, Flávio e Lula estão empatados, com ambos registrando 35% e 34%, respectivamente.
Em termos de renda, Lula se destaca em todas as faixas. Entre os que recebem até dois salários mínimos, Lula contabiliza 41%, enquanto Flávio possui 32%. A vantagem de Lula diminui entre aqueles que ganham de dois a cinco salários mínimos, onde ele tem 37% e Flávio, 36%. No entanto, entre os que ganham acima de cinco salários mínimos, a margem de Lula aumenta, com 41% contra 36% de Flávio.
A pesquisa, realizada entre os dias 12 e 15 de julho de 2026, entrevistou 2.400 pessoas através de ligações telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com uma taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 10 de julho de 2026, sob o número BR-00059/2026.
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