Anunciado no Blockchain Rio, o DIGY11 é o primeiro ETF da B3 dedicado a preferenciais internacionais do setor Bitcoin. Tem liquidez diária, proteção cambial e distribuições mensais em reais; carteira inicial: STRC e SATA.
A OranjeBTC, também conhecida como Companhia Bitcoin do Brasil, anunciou nesta quarta-feira, 12, durante o evento Blockchain Rio, o lançamento do Digital Yield ETF (DIGY11). Este é o primeiro ETF listado na B3 que é dedicado a ações preferenciais internacionais de empresas do ecossistema Bitcoin.
O DIGY11 foi estruturado para realizar distribuições mensais em reais, oferecendo proteção cambial e liquidez diária. Inicialmente, a carteira do fundo será composta por ações preferenciais emitidas pela Strategy, através do STRC, e pela Strive, via SATA.
Guilherme Gomes, fundador e CEO da OranjeBTC, destacou a importância do DIGY11 ao afirmar:
“Desenvolvemos o DIGY11 com base na revolução que Strategy e Strive estão promovendo no mercado de capitais dos Estados Unidos. São instrumentos que combinam renda recorrente com alta proteção patrimonial, apoiada por alguns dos maiores balanços em Bitcoin do mundo.”
O ETF será administrado pela 3R Investimentos, com um índice de referência fornecido pela MarketVector e administração fiduciária do Banco Daycoval. Os rendimentos recebidos dos ativos internacionais da carteira serão convertidos e distribuídos mensalmente em reais aos cotistas.
Com a situação atual do mercado, o fundo estima distribuições anuais equivalentes ao CDI, acrescido de aproximadamente 3% a 5%. É importante ressaltar que essa estimativa não leva em consideração a variação do valor das cotas e não representa uma garantia de rentabilidade.
O DIGY11 não investirá diretamente em Bitcoin, nem busca substituir a exposição direta ao ativo. Sua proposta é oferecer uma alternativa de renda para os portfólios, com uma cobertura patrimonial significativa e acesso à economia digital global.
A estrutura de ETF foi projetada para ser um produto local e transparente, com critérios objetivos de composição e divulgação diária da carteira. O investidor não precisará abrir uma conta no exterior ou realizar operações de câmbio, o que pode proporcionar maior eficiência tributária em comparação ao investimento direto no exterior.
O ETF seguirá o MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index, cuja metodologia foi desenvolvida pela OranjeBTC em parceria com a MarketVector. Este índice seleciona ações preferenciais emitidas por companhias abertas do ecossistema Bitcoin, focando em instrumentos listados, de longo prazo ou sem vencimento.
Gomes também mencionou a robustez da metodologia, afirmando:
“Criamos uma metodologia transparente, baseada em critérios objetivos e preparada para acompanhar a evolução dessa categoria. É um mercado relativamente novo, mas que já reúne emissores relevantes, instrumentos líquidos e balanços robustos.”
Com isso, o DIGY11 representa uma nova oportunidade no mercado financeiro, unindo a inovação e a solidez da presença das empresas no ecossistema de Bitcoin.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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