Fabricante lançou firmwares 5.6.1 (Mk4/Mk5) e 1.5.1Q (Q) para endurecer a geração de frases-semente. Usuários devem gerar novas seeds com entropia do usuário (mínimo 65 pressões), pois frases antigas seguem vulneráveis.
A fabricante lançou atualizações de firmware voltadas a endurecer a geração de frases-semente em seus modelos Coldcard, e recomendou que os usuários substituíssem seeds antigas por novas, alertando que as frases-semente existentes permaneceriam vulneráveis mesmo após a correção.
O firmware 5.6.1 foi anunciado para os dispositivos Coldcard Mk4 e Mk5, e o 1.5.1Q para a Coldcard Q, em uma postagem de blog publicada na quinta-feira. O lançamento exigiu que as seeds recém-geradas incluíssem entropia fornecida pelo usuário combinada com aleatoriedade aprimorada do dispositivo: pelo menos 65 pressionamentos de teclas com intervalos imprevisíveis, 50 lançamentos de um dado de seis lados ou 128 lançamentos de moeda. Essa entrada do usuário foi combinada com aleatoriedade de várias fontes internas, incluindo elementos seguros e o gerador de números aleatórios (RNG) de hardware.
A combinação de múltiplas fontes de entropia teve como objetivo manter as chaves privadas imprevisíveis mesmo se uma das fontes falhasse. A empresa informou que os usuários deveriam atualizar imediatamente e substituir frases-semente antigas antes de migrar fundos, ressaltando que a simples atualização do firmware não tornaria seguras as seeds previamente geradas.
Relatórios apontaram perdas confirmadas de 1.778 Bitcoins (BTC), avaliadas em cerca de US$ 112 milhões, em razão do exploit que explorou a geração fraca de seeds; esse episódio foi classificado como o terceiro maior exploit de criptomoedas de 2026, segundo dados agregados por outra entidade do setor. A atualização divulgada em 31 de julho já havia corrigido a falha na geração de seeds para carteiras criadas após essa data; o novo lançamento ocorreu depois de três semanas de análise de segurança mais ampla e acrescentou proteções adicionais.
Entre as proteções introduzidas estavam verificações reforçadas para o tratamento de dados via USB, verificação imediata de transações antes da assinatura para mitigar um ataque teórico vindo de um computador comprometido, checagens adicionais do RNG de hardware e um teste de inicialização para confirmar o caminho de hardware pretendido. Downloads via USB foram restringidos à saída mais recente do dispositivo e passaram a exigir sessões criptografadas; modos de hash de assinatura do Bitcoin que permitiam saídas modificáveis foram bloqueados por padrão.
Outras empresas de segurança também publicaram ferramentas e análises para identificar carteiras possivelmente afetadas pela geração de seeds fracas, enquanto relatos técnicos apontaram que um bug de firmware de março de 2021 havia reduzido a entropia em algumas unidades, diminuindo efetivamente a força das chaves e abrindo possibilidade de ataques por força bruta sem acesso físico.
Para quem busca proteger ativos, a lição prática que permaneceu foi clara: atualizar firmwares, gerar novas frases-semente seguindo os requisitos de entropia e verificar medidas adicionais de segurança antes de migrar fundos.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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