Pasteur foi ativado para fechar brechas em verificações de pontes e no acesso de validadores. Três BEPs foram aplicadas e uma nova rota de construção de blocos visa aumentar transações por bloco.
Um hard fork chamado Pasteur foi ativado na BNB Smart Chain (BSC) na terça-feira, com o objetivo de fechar brechas na verificação de pontes e na autorização de validadores, além de introduzir uma rota de construção de blocos que busca aumentar a capacidade de transações por bloco. A ativação reuniu três Propostas de Evolução da BNB (BEPs) que alteraram verificações de consenso, controles sobre chaves de validadores e a forma como blocos são entregues.
Antes de descrever as mudanças técnicas, segue um instantâneo de mercado presente no material original: 0.79% TRX $0.3440; 0.06% LINK $11.56; 0.33% ZEC $855.34; 2.14% ADA $0.2208; 0.61% XRP $1.48; 0.36% ETH $2,480.25; 0.93% BTC $79,861.71; 3.22% XMR $442.69; 4.12% BNB $705.60; 0.84% XLM $0.1940; 0.77% SOL $100.59; 6.86% HYPE $80.69; 1.32%.
Em uma publicação na terça-feira, a BNB Chain confirmou que o Pasteur estava ativo na rede principal da BSC. A equipe afirmou que a atualização reforça a segurança das pontes, do staking e da governança da rede, além de dar mais capacidade aos blocos sem alterar o tempo de bloco de 450 milissegundos.
As três BEPs incluídas foram detalhadas assim: a BEP-682 rejeita entradas duplicadas de validadores durante a verificação de blocos leves entre redes; a BEP-695 reforça controles relacionados à rotação de chaves de validadores, ao slashing e à votação de governança; e a BEP-675 altera a forma como construtores especializados enviam blocos aos validadores. Juntas, as mudanças impediram que validadores fossem contabilizados mais de uma vez nas aprovações de pontes, removeram a autoridade de chaves antigas de validadores e impediram que endereços restritos votem, além de buscar incluir mais transações nos blocos durante períodos de alta demanda.
Na rota anterior de construção de blocos da BSC, um construtor executava as transações antes de enviar um bloco proposto, e o validador as executava novamente antes de assiná-lo. A BNB Chain afirmou que esse trabalho repetido consumia tempo dos construtores que operavam dentro da janela de blocos da rede, às vezes deixando blocos com capacidade ociosa. A BEP-675 permitiu que construtores enviassem blocos já executados, de modo que os validadores verificam o bloco proposto em relação às regras de consenso, assinam e transmitem o bloco, e então concluem a verificação completa da execução posteriormente. Construtores também podem continuar usando a rota anterior, na qual os validadores executam as transações antes de assinar.
Em testes realizados na QANet, um ambiente interno projetado para reproduzir validadores geograficamente distribuídos da BSC, a nova rota aumentou a capacidade de processamento em cerca de 88%, passando de 1.237 para 2.324 transações por segundo. A média de gás usado por bloco subiu de 46,35 milhões para 84,15 milhões, enquanto o intervalo entre blocos e o limite de gás de 100 milhões permaneceram inalterados. Os números vieram de uma carga de trabalho de teste controlada e não foram medições da rede principal.
O Pasteur sucede atualizações anteriores com foco em tempo de bloco: o hard fork Maxwell reduziu o tempo médio de bloco de 1,5 segundo para cerca de 0,8 segundo em junho de 2025, e a atualização Fermi seguinte levou o tempo médio a 450 milissegundos. Para desenvolvedores, operadores de nós e usuários de pontes, a recomendação prática é acompanhar comunicados oficiais, revisar configurações de validação e rotinas de governança, e planejar testes que confirmem compatibilidade com a nova rota de blocos.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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