O perfil 'Cyberleek' publicou um vídeo pedindo protestos presenciais nas sedes da Rockstar e da Take-Two. As imagens mostram suposta gameplay com Jason e instruções para dez pessoas vestirem alho-poró e levarem discos físicos.
Os vazamentos de Grand Theft Auto 6 ganharam um novo capítulo: o nome associado ao caso, Cyberleek, passou a incentivar seguidores a realizarem protestos presenciais em frente aos escritórios da Rockstar Games e da Take-Two.
O pedido surgiu em um novo vídeo com suposta gameplay de GTA 6 que mostra Jason explorando uma colônia de nudistas. Além das imagens, o material trazia uma mensagem pedindo que pelo menos dez pessoas aparecessem diante dos escritórios das empresas durante o horário de trabalho, usando fantasias de alho-poró e carregando discos físicos de jogos.
Poucas horas depois da publicação, ao menos uma pessoa teria atendido ao pedido. Um jovem apareceu diante do escritório da Rockstar North, na Escócia, carregando alho-porós e gravou um vídeo no local. Registros compartilhados nas redes sociais também mostram o rapaz caminhando em direção ao prédio.
O episódio representa uma escalada em relação aos vazamentos anteriores, que até então estavam concentrados principalmente na divulgação não autorizada de vídeos e informações do jogo. O novo vídeo faz parte de uma sequência de materiais publicados pelo Cyberleek nas últimas semanas; o trecho mais recente aparentemente utiliza uma versão de GTA 6 de 2025 ou posterior.
Enquanto isso, outros usuários e grupos começaram a publicar conteúdos alegando possuir informações sobre o jogo. Parte desse material inclui vídeos produzidos com inteligência artificial ou conteúdos encenados apresentados como vazamentos reais, o que amplia a confusão entre o que é autêntico e o que é fabricado.
A Rockstar não se pronunciou publicamente sobre os vazamentos desde 18 de agosto. Nos bastidores, a Take-Two e a Rockstar estão recorrendo a medidas legais para tentar identificar a origem dos materiais. Documentos judiciais indicam que as empresas buscam informações por meio de intimações relacionadas a serviços como Microsoft e Discord.
Por enquanto, porém, o Cyberleek continua divulgando novos materiais sobre GTA 6 e também tenta levar a mobilização de seus seguidores para fora da internet. O movimento demonstra como vazamentos podem transcender telas e gerar ações no mundo físico, com impacto direto na rotina e na segurança de equipes e escritórios.
Para fãs, profissionais e observadores, o cenário impõe duas exigências práticas: checar a origem do conteúdo antes de compartilhá-lo e considerar as implicações legais e éticas de participar de ações organizadas por perfis anônimos. A mistura de material possivelmente real, conteúdos criados por IA e encenações exige cautela na avaliação do que se vê nas redes.
O desdobramento dos casos jurídicos e a continuidade das publicações ficarão no radar; até o momento, as empresas envolvidas adotam medidas legais enquanto o vazador segue ativo.
Fonte: Olhar Digital
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






