O BNDES elevará seu aporte para R$9,1 bilhões, ante R$5 bilhões previstos inicialmente. O pacote cria linha para minerais críticos e prevê que empresas possam protocolar pedidos em até 15 dias.
O BNDES vai quase dobrar sua participação no Plano Brasil Soberano 3 e, com isso, o orçamento do programa voltado para apoiar empresas afetadas pelas tarifas de importação dos Estados Unidos e por conflitos internacionais subirá para R$22,6 bilhões, informou o banco de fomento nesta terça-feira, 01/09/2026.
O BNDES vai aderir ao plano com R$9,1 bilhões, ante R$5 bilhões previstos inicialmente. A terceira edição do plano também terá uma linha específica para minerais críticos, segundo o anúncio.
Prazo e protocolo
- Em 15 dias: previsão de que as empresas poderão protocolar pedidos de empréstimo no BNDES ou nas instituições financeiras parceiras do programa.
Linhas previstas
- Capital de giro – linha geral para manutenção de operações.
- Capital de giro para exportação – destinada a empresas com fluxo vinculado a vendas externas.
- Aquisição de bens de capital – para investimentos ou adaptação de atividade produtiva.
- Ampliação de capacidade produtiva e adensamento de cadeia – para expansão e maior integração da cadeia produtiva.
- Inovação tecnológica e adaptação de produtos – foco em modernização e mudança de portfólio.
Destinação dos recursos
- R$8,8 bilhões – para exportadores atingidos pelo aumento de tarifas de importação dos EUA.
- R$6,8 bilhões – para exportadores e seus fornecedores que exportam para países do Golfo Pérsico, região impactada pela guerra entre EUA e Irã.
- R$7 bilhões restantes – entre os principais destinos estão R$4 bilhões para empresas de adubos e fertilizantes e R$2 bilhões para companhias que atuam na cadeia de minerais críticos e estratégicos.
O BNDES informou que os encargos financeiros variam conforme o tipo e a finalidade do financiamento, mantendo flexibilidades previstas para acomodar perfis diferentes de projetos e necessidades setoriais.
“O Plano Brasil Soberano se mostrou fundamental para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um momento de maior instabilidade no comércio internacional”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Essa nova etapa fortalece setores importantes da indústria, como fertilizantes e minerais críticos, fundamentais para o novo caminho de desenvolvimento do país”, adicionou Aloizio Mercadante.
Para empresas e fornecedores interessados, o anúncio estabelece um quadro financeiro mais amplo e segmentado, com recursos direcionados para mitigar impactos de tarifas e conflito geopolítico sobre cadeias exportadoras. O acréscimo na participação do BNDES eleva o montante disponível e amplia o alcance das linhas anunciadas.
Essas medidas serão relevantes para setores sensíveis às mudanças nas tarifas e às tensões internacionais, incluindo atividades ligadas a insumos agrícolas e minerais estratégicos. A articulação entre os recursos previstos e as linhas de crédito deverá orientar empresas afetadas sobre canais de acesso e prazos, com o BNDES e instituições parceiras recebendo pedidos conforme a previsão de abertura em 15 dias.


Fonte: InfoMoney – Mercado
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