A Lua passa perto de Marte neste domingo (6), com conjunção às 15h26 (horário de Brasília), mas abaixo do horizonte. Para ver a dupla a olho nu, observe entre 2h50 e 5h30 da madrugada de segunda (7).
Dando início à “turnê” de setembro pelos planetas do Sistema Solar, a Lua visita Marte neste domingo (6) em uma conjunção astronômica — quando dois astros compartilham a mesma ascensão reta. É um convite simples e direto: olhar para cima e conectar-se com o ritmo do céu.
O momento exato dessa configuração será às 15h26 (horário de Brasília), porém, nesse instante a dupla estará abaixo da linha do horizonte e, portanto, inobservável a olho nu. Ainda assim, a boa notícia para quem gosta de estender a noite é que, ao longo da madrugada de segunda-feira (7), entre 2h50 e 5h30, a Lua e Marte estarão bem próximos um do outro e poderão ser vistos a olho nu por quem decidir contemplar o firmamento.
A Lua estará na fase minguante, com magnitude aparente de -11.1, e Marte apresentará magnitude 1.1, ambos na constelação de Gêmeos. A relação entre brilho e magnitude é inversa: quanto menor a magnitude, mais brilhante o objeto. Para referência, o Sol tem magnitude aparente de aproximadamente -27.
O par não estará tão próximo a ponto de caber no campo de visão de um telescópio, mas será perceptível a olho nu e ficará ainda mais bonito com binóculos. Para localizar Marte, procure a Lua (que estará quase mínima no céu, com apenas 18% de luminosidade) e observe o ponto brilhante e alaranjado posicionado ao sul da Lua — essa será a assinatura de Marte.
Algumas dicas práticas: escolha um local com horizonte sul desobstruído, afaste-se das luzes fortes da cidade para melhorar a visão a olho nu e leve binóculos se quiser ampliar o contraste entre a Lua e o planeta. Mesmo noites com alguma poluição luminosa permitem identificar a cor avermelhada característica de Marte quando o planeta está relativamente próximo à Terra.
O famoso tom avermelhado de Marte sempre despertou curiosidade humana e referências mitológicas. Na tradição grega, Ares era associado a essa cor; com a influência romana, o deus passou a ser chamado Marte, nome que ficou para o planeta. A estrela Antares, em Escorpião, carrega um nome que remete a essa ligação: significa “Anti-Ares” por sua tonalidade avermelhada.
Do ponto de vista físico, a cor de Marte resulta de uma interação complexa entre composição da superfície, atmosfera e processos geológicos. Observar uma conjunção como esta é uma oportunidade prática para reconhecer o planeta pelo brilho e pela tonalidade, e para lembrar que movimentos simples no céu podem transformar uma noite comum em uma experiência inspiradora.


Fonte: Olhar Digital
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