Block, empresa ligada a Jack Dorsey, disse na terça-feira que havia apresentado um pedido ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para criar o Builders Bank & Trust, um banco fiduciário nacional sem seguro. Se aprovado, o Builders Bank funcionaria sob supervisão federal e ofereceria serviços de custódia e atividades fiduciárias voltadas a Bitcoin e stablecoins.
Segundo o pedido, o banco proposto teria uma função estrita de guardião de ativos digitais: não aceitaria depósitos nem concederia empréstimos, diferenciando-se de um banco comercial tradicional. A empresa afirmou que a licença buscada daria às suas operações de custódia uma estrutura nacional consistente à medida que o negócio se expande.
Lee Woolley, responsável pela estratégia de ativos digitais da Block, foi indicado como presidente e CEO do Builders Bank. Woolley planeja apoiar a nova instituição nas operações de ativos digitais da Block e na experiência adquirida com o Square Financial Services, o banco industrial já existente da companhia.
O movimento se insere em um contexto mais amplo de empresas de tecnologia financeira e provedores de infraestrutura cripto que buscam licenças de banco fiduciário nacional. Recentemente, outras empresas passaram por processos regulatórios semelhantes: a Ripple obteve aprovação condicional para uma licença nessa categoria, enquanto a BitGo e a Circle receberam aprovações finais. Além disso, a Payward, controladora da Kraken, e a fornecedora de infraestrutura Zerohash também apresentaram solicitações às autoridades competentes.
Do ponto de vista prático, a criação de um banco fiduciário nacional oferecerá a Block um arcabouço regulatório uniforme para suas operações de custódia, potencialmente simplificando requisitos de conformidade entre estados e permitindo integração operacional mais direta com órgãos federais. A proposta também delimita claramente o escopo operacional do banco: custódia e serviços fiduciários atrelados a ativos digitais, sem as funções típicas de captação de depósitos e intermediação de crédito.
O pedido ao OCC foi registrado na sequência de uma expansão visível das atividades de custody no setor cripto, em que players estabelecidos buscam segurança jurídica e supervisão federal para operações que envolvem ativos digitais. A iniciativa da Block destaca como empresas consolidadas no mercado de pagamentos estão ajustando sua estrutura para responder ao crescimento da demanda por serviços de custódia de criptomoedas.
Publicado em 09/09/2026.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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