PPI acima do esperado acionou venda em ativos de risco e elevou os juros. O Bitcoin testou níveis abaixo de US$77.000 nesta quinta-feira, pressionando criptomoedas e índices.
O Bitcoin caiu na esteira de uma sessão negativa para os ativos de risco, enquanto indicadores de inflação e choques no mercado de energia ampliaram a pressão sobre preços e rendimentos. Publicada em 10/09/2026, a notícia registrou movimentos que reforçaram a percepção de aperto monetário e impacto nos mercados globais.
Resumo rápido do mercado no momento da apuração: BTC $77.178,22; ETH $2.437,79; XRP $1,35; BNB $707,71; SOL $99,62; entre outros ativos com variações intradiárias conforme as cotações divulgadas.
Na quinta-feira, o Bitcoin caiu para abaixo de US$ 77.000 por volta da abertura de Wall Street, em um dia em que ações americanas também recuaram. Os registros apontaram perdas diárias em torno de 2% para o par BTC/USD, refletindo aversão ao risco diante de dados macroeconômicos e da alta nos preços do petróleo.
A escalada de tensão no Oriente Médio impulsionou o petróleo, com o WTI superando US$ 100 por barril pela primeira vez desde 21 de maio e o Brent ultrapassando US$ 105 por barril, aproximando-se de máximas recentes. O movimento dos combustíveis reforçou pressões inflacionárias e contribuiu para o aumento dos rendimentos dos títulos norte-americanos.
Em meio a esse cenário, o Tesouro dos EUA executou a primeira de suas operações ampliadas de recompra e recomprou US$ 6 bilhões em títulos na quarta-feira, mas mesmo assim os rendimentos de longo prazo avançaram. O rendimento dos títulos do Tesouro com vencimento em 30 anos alcançou 5,353%, nível não visto desde junho de 2007, enquanto o rendimento dos títulos de 10 anos subiu a 4,924%, o maior desde novembro de 2023.
“O mercado de títulos está literalmente lutando contra o Tesouro dos EUA”, escreveu The Kobeissi Letter em reação nas redes sociais.
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) de agosto mostrou aceleração da inflação: subiu 5,4% em relação ao ano anterior, 0,1 ponto percentual acima do esperado. A leitura principal de julho também foi revisada para cima. Em comunicado oficial do Bureau of Labor Statistics, foi informado que o índice da demanda final, excluindo alimentos, energia e serviços de comércio, avançou 0,3% em agosto, após alta de 0,4% em julho; nos 12 meses encerrados em agosto, essa medida cresceu 4,7%.
“O índice da demanda final, excluindo alimentos, energia e serviços de comércio, subiu 0,3% em agosto, após avançar 0,4% em julho. Nos 12 meses encerrados em agosto, os preços da demanda final, excluindo alimentos, energia e serviços de comércio, avançaram 4,7%”.
As expectativas de alta adicional nas taxas do Federal Reserve aumentaram após os dados: a ferramenta FedWatch do CME Group mostrou, no momento da apuração, 69,8% de probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual na reunião do Fed de 16 de setembro, ante 61,2% no dia anterior. O mercado aguarda agora a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na sexta-feira, apontado como o último grande dado de inflação antes da decisão do Fed.
Por fim, na quinta-feira o Banco Central Europeu promoveu um aumento de 0,25% nas taxas, o segundo movimento desse tipo em 2026, reafirmando o ambiente de política monetária mais restritiva em diferentes regiões. Para investidores, o cenário exigiu reavaliação de risco e gestão ativa de posições diante da combinação de inflação, petróleo em alta e rendimentos em patamares elevados.
Fonte: Cointelegraph Brasil
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






