O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16), de 14% para 13,75% ao ano — a quinta redução consecutiva da mesma magnitude, segundo o Investing.com.
A expectativa é de corte unânime e de poucas mudanças no comunicado, que deve manter o tom cauteloso e deixar em aberto os próximos passos do ciclo.
Entre os fatores domésticos que favorecem o corte estão o PIB, que cresceu apenas 0,5% no segundo trimestre, o consumo das famílias, que caiu 0,4%, e a produção industrial, com alta de apenas 0,2% em julho.
Na inflação, o IPCA caiu 0,32% em agosto, acima da queda de 0,28% esperada pelo mercado, e a taxa anualizada desacelerou de 4,44% para 4,22%. Os serviços, porém, seguem pressionados, em torno de 5,0% anualizado, e as expectativas para 2027 subiram de 4,22% para 4,30%.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego está em 5,3%, mínima histórica, mas a criação de empregos formais desacelerou: foram 58.568 vagas em julho, ante expectativa de 115 mil.
No cenário externo, o petróleo Brent segue acima de US$ 100 o barril e os juros americanos estão em alta, próximos de 5%, com possibilidade de o Fed subir juros antes mesmo do Copom.
As instituições financeiras divergem sobre o fim do ciclo: o Itaú considera mais provável uma pausa em 13,75% diante dos riscos para 2027, enquanto a XP projeta mais duas reduções de 0,25 p.p., até 13,25%. Já a mediana do boletim Focus aponta encerramento do ciclo após esta semana.
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