Após a transferência do jogo da PlayStation para a Xbox, Kojima afirmou que não decide a exclusividade de Physint. A Microsoft ficará com a palavra final sobre onde o jogo será lançado.
Hideo Kojima viu Physint passar por uma mudança importante na publicação: o jogo agora está com a Xbox, depois de ter sido retirado do portfólio da PlayStation. Essa transferência colocou a decisão final sobre onde Physint será lançado nas mãos da Xbox, e Kojima deixou claro que ele próprio não determina a exclusividade da obra.
Em entrevistas após a mudança de publisher, Kojima foi questionado se o tratamento recebido pela PlayStation significaria que Physint se tornaria exclusivo de consoles Xbox. Ele reconheceu que não detinha essa autoridade e apontou que a decisão caberia à Microsoft.
“I don’t know the answer to that – that would be a question for Xbox,”
O impacto prático desta declaração é direto: a Xbox terá a palavra sobre a presença de Physint em outras plataformas, inclusive se o título chegará ao próximo console da PlayStation. Kojima também comentou sobre a postura anterior da Microsoft, sugerindo que havia uma intenção de atingir o maior número possível de jogadores, independentemente da plataforma, o que deixava em aberto a possibilidade de lançamento multiplataforma.
“In previous updates from Xbox, I thought that they have this kind of stance where they want to deliver to as many gamers as possible, no matter what the platform is,”
No entanto, o cenário corporativo mudou: a Xbox vinha adotando uma estratégia de ampla distribuição, mas está prestes a retomar parte da lógica de exclusividade de alguns títulos próprios. Essa retomada começará com Gears of War: E-Day, e Clockwork Revolution é outro jogo first-party já confirmado como exclusivo de console.
Além da questão da exclusividade, há incerteza sobre o que motivou a PlayStation a cancelar Physint em seu portfólio. Kojima afirmou que a PlayStation o contatou em junho para informar a decisão e que, desde então, não houve novo contato. Na sequência do anúncio da mudança para a Xbox, surgiram relatos atribuindo o cancelamento a estouro de orçamento, prazos perdidos e ao desempenho de Death Stranding, mas a Kojima Productions refutou essas alegações.
Para criadores e jogadores, essa sequência de eventos traz lições claras: parcerias de publicação podem mudar rapidamente, decisões estratégicas de plataformas afetam o alcance de títulos e, mesmo criadores renomados, dependem de acordos comerciais para determinar onde seus jogos chegarão. A missão agora é acompanhar as escolhas da Xbox e esperar por definições oficiais sobre a disponibilidade de Physint em outras plataformas.
Fonte: The Gamer – Games
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