A Apple lançou novos Mac Minis e Mac Studios, com preço próximo a US$ 20 mil, capazes de processar inteligência artificial localmente. Os equipamentos competem diretamente com computadores de mesa da Nvidia e chegam pouco antes de evento da Microsoft em São Francisco voltado a fabricantes de PCs.
As máquinas são direcionadas para tarefas intensivas de IA, como escrever código ou executar trabalhos empresariais complexos, sem cobrança por “tokens” — diferentemente de plataformas como OpenAI ou Anthropic.
O desafio da Apple é grande: a empresa controla apenas 4,6% do mercado corporativo de desktops, contra 91,3% do Windows, segundo dados de Linn Huang, da IDC.
Desde 2020, a Apple integra chips de computação e memória em uma arquitetura unificada. Recentemente, a empresa adicionou recursos como RDMA over Thunderbolt, que permite conectar várias máquinas em série.
Em demonstração, a Apple ligou quatro Mac Studios para executar um modelo de IA com 1 trilhão de parâmetros na tarefa de corrigir bugs — algo que normalmente exige um data center — usando apenas uma tomada.
“Quando você tem a máquina na sua mesa, já pagou por ela”, afirmou Johny Srouji, diretor de hardware da Apple, destacando o custo zero por token nesse modelo.
A Microsoft busca o mesmo mercado com a proposta de “inteligência ilimitada” no dispositivo, segundo o CEO Satya Nadella, que planeja integrar IA em um “superaplicativo” do Windows. O desafio da empresa é dar suporte a hardware de múltiplos fornecedores, o que exige mais trabalho para otimizar chips específicos.
A Nvidia não comentou o assunto, mas o CEO Jensen Huang minimizou a concorrência direta com a Apple, dizendo que o foco da empresa está na expansão das capacidades do Windows. A força da Nvidia segue concentrada em data centers, enquanto Srouji destaca que os modelos de IA no dispositivo desenvolvidos para os Mac Studios são escaláveis para iPhones e iPads, por compartilharem princípios de arquitetura em comum.
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