O Ibovespa operava em alta firme nesta quarta-feira (30). Os investidores reagiam a dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do que os economistas previam e seguiam de olho no primeiro turno das eleições no Brasil, marcado para domingo.
Por volta das 11h05, o principal índice da bolsa brasileira subia 1,01%, aos 185.684,03 pontos, segundo a Reuters. Com isso, a alta acumulada em setembro chegava a 4,66% e, no terceiro trimestre, a 7,94%. Na máxima do dia até aquele momento, o índice chegou a 186.724,96 pontos.
Inflação americana mais branda
Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,3% em agosto, abaixo da alta de 0,4% esperada por economistas consultados pela Reuters. Sem alimentos e energia, que variam muito, o PCE subiu 0,2%, contra previsão de 0,3%. Esse núcleo é a medida de inflação preferida do Federal Reserve, o banco central americano.
Os dados dos EUA também mostraram criação de empregos no setor privado acima do esperado e revisão para cima do crescimento do PIB no segundo trimestre.
Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, a economia americana continua forte e o mercado de trabalho segue gerando empregos, enquanto a inflação ainda é um desafio, mas veio mais branda do que o esperado.
“Para os investidores, essa combinação traz algum alívio. A inflação ainda sustenta a perspectiva de novas altas de juros, mas a surpresa mais moderada do PCE pode indicar que parte da pressão já foi antecipada pelo mercado e incorporada à curva. Com isso, o movimento recente de alta dos yields dos títulos americanos pode perder intensidade, ainda que o cenário de juros mais elevados permaneça no radar.”
Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,62%.
No Brasil
Segundo Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o mercado segue concentrado na reta final da eleição presidencial e também avalia as medidas recentes do governo para reduzir o endividamento no país.
Dados do Banco Central divulgados nesta quarta mostram que a dívida pública bruta fechou agosto em 82,9% do PIB, contra 82,6% em julho, mas abaixo dos 83% esperados. O setor público teve déficit primário de R$ 10,012 bilhões no mês, menor que os R$ 15,7 bilhões previstos.
Destaques do pregão
- Bancos: Itaú Unibanco PN subia 2,36%, Bradesco PN 1,86% e Banco do Brasil ON 2,13%. Santander Brasil Unit era a exceção, com queda de 1,76%. BTG Pactual Unit avançava 1,48%.
- Vale ON: alta de 1,01%. O JPMorgan elevou o preço-alvo da ação de R$ 109 para R$ 114 e manteve a recomendação “overweight”.
- Petrobras: PN subia 0,69% e ON 0,54%, acompanhando o petróleo Brent, em alta de 0,84%, a US$ 103,45 o barril.
- CSN ON: subia 5%, depois de cair quase 10% na véspera, com especulações sobre a venda da divisão de cimento.
- Magazine Luiza ON: avançava 4,52%, com a queda dos juros futuros.
- Totvs ON: recuava 3,55%.
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Com eleição no domingo e dados americanos no radar, a semana promete volatilidade. Para quem investe, o momento pede calma e atenção ao cenário, sem decisões no impulso.
Com informações da Reuters, via Investing.com
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