A Embraer divulgou nesta sexta-feira (2) o desempenho de entrega de aeronaves no terceiro trimestre deste ano. No período, a empresa entregou 66 aeronaves, o que representou um aumento de 6% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
A maior parte das vendas concentrou-se na aviação executiva. Modelos como Phenom 300, Praetor 500 e Praetor 600 e Phenom 100 somaram 41 unidades entregues no trimestre e totalizaram 115 no acumulado do ano até setembro. No terceiro trimestre de 2025, esse segmento também registrou 41 unidades entregues, mantendo estabilidade na comparação anual para o período.
No segmento de aviação comercial, a Embraer entregou 22 aeronaves no trimestre, elevando para 52 o total de entregas comerciais no ano até setembro. Em 2025, o terceiro trimestre registrou 20 entregas comerciais, e o acumulado entre janeiro e setembro foi de 46 aeronaves.
O segmento de defesa também teve movimentação nos meses de julho, agosto e setembro: foram entregues três aeronaves, sendo um KC-390 Millennium e dois A-29 Super Tucano, totalizando oito unidades de defesa entregues no ano.
A Embraer permanece com a expectativa de entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial (ponto médio com crescimento de 6% ao ano) e entre 160 e 170 aeronaves na Aviação Executiva (ponto médio com crescimento anual de 6%) em 2026
Informa nota da empresa. A declaração mantém a projeção de crescimento para 2026, com metas separadas para os dois principais segmentos de atuação: comercial e executiva. Esse horizonte de entregas indica que a companhia segue apostando na demanda por jatos regionais e executivos nos próximos meses.
Para gestores, operadores e clientes, os números do trimestre trazem dois sinais práticos: primeiro, a liderança da aviação executiva nas entregas reforça a importância desse mercado para a geração de caixa e para a capacidade industrial da Embraer; segundo, a retomada gradual de entregas comerciais e o fluxo no segmento de defesa mostram diversificação de receitas que pode amortecer oscilações em um único mercado.
No plano operacional, manter o ritmo de produção e as metas anunciadas dependerá da continuidade das cadeias de suprimento, da demanda comercial e das certificações necessárias para cada modelo. Investidores e parceiros acompanharão os próximos relatórios trimestrais para avaliar se as projeções para 2026 se confirmam na prática.
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