As ações da Renault (EPA:RENA) recuaram mais de 7% nesta segunda-feira (16) após o anúncio de que Luca de Meo deixará o cargo de CEO da montadora francesa no próximo mês. A saída marca o fim de um mandato de cinco anos, durante o qual ele liderou uma transformação estratégica e uma recuperação financeira significativa da empresa.
Em comunicado divulgado no sábado, 15 de junho, a Renault informou que de Meo deixará oficialmente suas funções em 15 de julho. O Conselho de Administração, presidido por Jean-Dominique Senard, já deu início ao processo de sucessão com base em um plano previamente estruturado. Até lá, de Meo seguirá exercendo normalmente suas funções.
“Durante cinco anos, Luca de Meo trabalhou com dedicação para devolver o Grupo Renault à sua posição de destaque”, afirmou Senard. “Sob sua liderança, reconstruímos as bases da empresa, ampliamos nossa linha de produtos e voltamos a crescer.”
Desde que assumiu o comando em 2020, num momento crítico da Renault — marcado por perdas financeiras, turbulência interna e tensões nas alianças estratégicas — de Meo implementou a ambiciosa estratégia “Renaulution”. O plano focou na rentabilidade, eletrificação e reposicionamento da marca, promovendo uma ampla reestruturação e renovação da gama de veículos.
“Enfrentamos enormes desafios em um curto período de tempo e conseguimos alcançar resultados que muitos consideravam impossíveis”, destacou de Meo. “Hoje, colhemos os melhores números da história da Renault.”
Ele descreveu sua jornada na montadora como “uma aventura humana e industrial única na vida” e revelou que pretende explorar novas oportunidades fora do setor automotivo. “Por isso, acredito que chegou o momento de passar o bastão.”
A empresa ainda não anunciou quem será o novo CEO, nem definiu um cronograma para a escolha. Entretanto, reforçou a confiança na atual equipe de gestão para dar continuidade à transformação iniciada nos últimos anos.
“Temos uma equipe forte, uma organização ágil e um plano estratégico bem definido para a próxima geração de produtos”, completou de Meo.
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