Em artigo recente, o site especializado TheGamer listou sete exemplos de personagens cujas interações funcionam melhor como amizade do que como relacionamento amoroso. O texto relembra títulos populares de RPG e ação, destacando razões narrativas ou de design que fazem da relação platônica a opção mais coerente.
Preston Garvey – Fallout 4 (2015)
Companheiro recorrente na Commonwealth, Preston Garvey tem como prioridade a reconstrução dos Minutemen. Segundo o TheGamer, a dedicação absoluta à facção faz com que qualquer namoro com o protagonista perca sentido, já que o personagem coloca a causa acima de vínculos pessoais.
Sadayo Kawakami – Persona 5 (2016)
A professora que trabalha como empregada doméstica após as aulas inicia o vínculo social em condições de chantagem por parte do jogador. O site avalia que, apesar de a linha de amizade permitir ajudá-la a superar culpa e exploração, transformar a relação em romance torna a situação ainda mais desconfortável.
Halsin – Baldur’s Gate 3 (2023)
O druidas prefere relações abertas e só pode ser romanceado no Ato 3. Para o TheGamer, o envolvimento oferece pouca profundidade além do encontro físico e exige que o jogador limite outras escolhas sentimentais, o que tornaria Halsin uma companhia mais satisfatória apenas como amigo.
Sothis – Fire Emblem: Three Houses (2019)
A entidade milenar que habita a mente do protagonista tem aparência infantil. O artigo classifica o eventual casamento com Sothis como “estranho”, enfatizando que a diferença visual de idade torna a opção romântica desconfortável, enquanto a amizade mantém a dinâmica narrativa intacta.
Triss Merigold – The Witcher 3: Wild Hunt (2015)
No RPG da CD Projekt Red, Triss oferece um contraste otimista em relação ao protagonismo sombrio de Geralt. O TheGamer argumenta que a história focada em Ciri se encaixa melhor quando Geralt está com Yennefer, posicionando Triss como amiga solidária e não como parceira amorosa.
Imagem: Magali Villeneuve
Futaba Sakura – Persona 5 (2016)
A hacker introvertida apresenta uma trajetória de superação de ansiedade extrema. Para o portal, mantê-la como irmã adotiva do protagonista – em conjunto com Sojiro – preserva a sensação de família escolhida e evita que a ajuda prestada a Futaba pareça motivada por interesse romântico.
Aerith Gainsborough – Final Fantasy VII (1997)
No clássico da Square Enix, Aerith demonstra atração pelo “verdadeiro” Cloud que ele finge ser – reminiscências de Zack Fair. O TheGamer defende que a amizade com Cloud valoriza o vínculo do herói com Tifa Lockhart, única personagem que o conhece de fato, mantendo equilíbrio emocional na trama.
Com esses exemplos, o site conclui que, em determinadas narrativas, preservar a rota amigável enriquece a história e evita situações forçadas ou desconfortáveis.
Com informações de TheGamer
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