Borderlands 4 foi apresentado em versão jogável durante a Gamescom desta semana, oferecendo um primeiro contato com mudanças importantes na série da Gearbox Software. Previsto para 12 de setembro de 2025, o novo capítulo chega com uma atmosfera mais sombria, humor menos exagerado e a migração para a Unreal Engine 5, fator que, segundo o estúdio, permitiu avanços técnicos até então inviáveis.
Jogabilidade focada em mobilidade
No teste, foi possível atacar um cofre (vault) e encarar um chefe ao final do percurso. O repórter escolheu Harlowe, personagem equipada com campo de estase disparável e outras habilidades voltadas para tecnologia. A movimentação — com saltos, deslizes, ganchos e planagens — lembrou títulos como Apex Legends. O lead level designer Jason Reiss explicou que a equipe estruturou os combates para incentivar reposicionamento constante, aproveitando o cenário a todo momento.
O arsenal manteve a sensação de impacto característica da franquia: headshots continuam recompensadores, e disparos em movimento não soam engessados. No caminho, surgiram vários tipos de inimigos, de criaturas que avançam corpo a corpo a franco-atiradores de longo alcance, além de unidades blindadas. Essa variedade obrigou a alternância frequente de armas e estratégias, o que colaborou para batalhas dinâmicas.
Chefe felino e toxicidade no piso
O desafio culminou em um confronto contra uma criatura felina recoberta por plantas. O embate apresentou fases distintas, incluindo um segmento em que o chão se torna tóxico, exigindo uso constante do gancho enquanto se causa dano ao adversário. O tempo de demonstração terminou antes da derrota do chefe, mas a impressão geral foi positiva.
Mundo aberto maior e história não linear
Apesar da boa sensação de tiro e movimentação, permanecem dúvidas sobre narrativa e design de mundo, pontos criticados em Borderlands 3. A Gearbox promete cenários extensos sem telas de carregamento, missões radiantes que surgem durante a condução de veículos e uma trama não linear ambientada em Kairos — sociedade que passa da tirania fascista a um futuro incerto. O estúdio afirma que a Unreal Engine 5 possibilitou áreas vastas sem comprometer desempenho ou fidelidade visual.
Imagem: Internet
Desenvolvido pela Gearbox Software e publicado pela 2K, Borderlands 4 ainda não recebeu classificação etária (ESRB). Até o lançamento, resta saber se o enredo e as atividades do mundo aberto corresponderão à recepção favorável da jogabilidade observada na feira.
Com informações de TheGamer
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