Alguns RPGs são lembrados mais pela variedade de atividades paralelas do que pela trama central. A seguir, veja oito títulos em que forjar armas, colecionar criaturas ou simplesmente vagar pelo mundo acaba atraindo mais atenção do que a história principal.
Kingdom Come: Deliverance
Lançado em 13 de fevereiro de 2018 para PlayStation 4, Xbox One e PC, o jogo da Warhorse Studios coloca o jogador na pele de Henry de Skalitz em busca de vingança. Apesar do enredo linear, o que chama a atenção é a liberdade para fabricar armas, invadir casas, administrar uma vila, jogar dados ou até passar um tempo como monge.
Middle-earth: Shadow of War
Publicado pela Warner Bros. Games em 10 de outubro de 2017, o título da Monolith acrescentou elementos de RPG ao combate de ação iniciado em Shadow of Mordor. A narrativa sobre Talion divide opiniões, mas a evolução do Nemesis System, que permite criar um exército único de orcs com traições e alianças inesperadas, domina a experiência.
Vampyr
Desenvolvido pela Dontnod Entertainment e lançado em 5 de junho de 2018 (Switch recebeu versão em 29 de outubro de 2019), o jogo coloca o médico Jonathan Reid diante do dilema de proteger ou devorar os cidadãos de Londres. O roteiro oscila, porém observar como a cidade reage à perda de cada personagem faz do gerenciamento de vítimas o ponto alto.
Pokémon (série principal)
Embora tramas como a de Pokémon Sun, de 18 de novembro de 2016 para Nintendo 3DS, apresentem conflitos com vilões, o verdadeiro motor da franquia é completar a Pokédex. Treinar valores de esforço, caçar versões brilhantes e descobrir segredos, como NPCs fantasmas, costumam suplantar qualquer linha narrativa.
Cyberpunk 2077
Disponível desde 10 de dezembro de 2020 para PC e consoles, o RPG da CD Projekt Red recebeu destaque pelo mundo aberto de Night City. Corridas, fliperamas, romances e perseguições policiais oferecem tantas possibilidades que a campanha sobre V e Johnny Silverhand pode ficar em segundo plano.
The Elder Scrolls (série)
Desde Morrowind até Skyrim, a Bethesda prioriza a exploração. Em Skyrim, lançado em 11 de novembro de 2011 para múltiplas plataformas, poucos lembram detalhes da profecia envolvendo Alduin. Já os livros, masmorras e a evolução de habilidades conforme o uso mantêm jogadores ocupados por centenas de horas.
Imagem: Internet
Final Fantasy XV
Chegou em 29 de novembro de 2016 para PlayStation 4 e Xbox One (posteriormente para PC e Stadia). A esperada história do príncipe Noctis sofreu cortes e mudanças, mas percorrer Lucis de carro, a pé ou de chocobo, fotografar viagens, pescar e cozinhar com os companheiros tornou-se o verdadeiro atrativo.
Dragon’s Dogma
Lançado originalmente em 2012 e com sequência prevista para 2024, o RPG da Capcom mescla combate inspirado em Devil May Cry com um sistema de pawns que aprendem com o jogador. Missões paralelas inusitadas e a possibilidade de escalar grandes monstros fazem muitos adiarmos a resolução do destino do Arisen.
Em comum, todos esses jogos mostram que, quando o universo virtual oferece liberdade suficiente, o próprio jogador passa a escrever a aventura mais memorável do que qualquer roteiro predeterminado.
Com informações de TheGamer
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