Los Angeles, EUA – O ator Alan Cumming, que volta ao papel de Noturno em “Avengers: Doomsday”, afirmou ter rodado todas as suas cenas “completamente isolado”, cercado por telas verdes e com substituição digital de rosto. Em entrevista ao canal Gold Derby, Cumming contou que recebeu roteiros com nomes falsos de personagens e, em diversos momentos, não sabia com quem contracenava.
Sequestro de informações
O procedimento visa evitar vazamentos de enredo, prática já adotada em outras produções da Marvel Studios, mas que tem gerado questionamentos sobre o impacto artístico. Fotos de bastidores de “Deadpool & Wolverine” e de “Spider-Man: Brand New Day” circularam na internet antes mesmo do encerramento das filmagens, reforçando a paranoia com spoilers.
Produções anteriores, como “Spider-Man: No Way Home” (2021), exibem trechos em que atores foram filmados separadamente, com cenários externos recriados digitalmente. Para críticos, a busca por segredo extremo vem ocasionando cenas menos orgânicas e aumentando os ajustes em pós-produção.
Comparação com “O Hobbit”
A estratégia lembra o relato de Ian McKellen em “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” (2012), quando o intérprete de Gandalf gravou partes do filme sozinho devido às diferenças de escala entre os personagens. Na época, McKellen relatou desconforto por atuar em um set vazio, envolto por chroma key.
Roteiro incompleto e nova rodada de filmagens
Relatórios recentes apontam que grande parte do elenco de “Avengers: Doomsday” já encerrou gravações principais, mas retornará para novas tomadas porque o roteiro ainda não foi concluído. Na prática, trata-se de material inédito, e não de tradicionais “refilmagens” destinadas a corrigir cenas já captadas.
O elenco reúne alguns dos nomes mais caros do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU): Chris Hemsworth volta como Thor; Robert Downey Jr. foi contratado para viver o Doutor Destino, com salário estimado em US$ 100 milhões; Ryan Reynolds interpreta Deadpool; e Pedro Pascal dá vida ao Senhor Fantástico. Com uma lista extensa de estrelas, cada dia adicional de set encarece o projeto.
Imagem: via Marvel/Disney
Nova realidade de bilheteria
Nos anos de auge, mesmo títulos recebidos de forma morna ultrapassavam a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial. Analistas projetam que, em 2025, nenhum lançamento do estúdio deve figurar entre os dez filmes mais rentáveis do ano, tanto global quanto domesticamente, o que pressiona a Marvel a conter gastos e aprimorar processos.
Para críticos da indústria, o método “caro porém rápido” que funcionava em 2019 já não se sustenta, exigindo da companhia uma revisão no modelo de produção para equilibrar sigilo, qualidade e orçamento.
Com informações de TheGamer
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