O deputado federal Aécio Neves disputará uma vaga ao Senado Federal por Minas Gerais. A decisão foi confirmada pelo presidente do PSDB nesta sexta-feira (28).
Mudei de rota com um sentimento muito profundo de responsabilidade com Minas Gerais
A mudança ocorre após a federação formada por PSDB, Cidadania e PDT informar que abriria mão da candidatura de Marcelo Heringer para viabilizar a entrada de Aécio na coligação do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), ao governo do estado. O movimento reorganiza a chapa e reposiciona atores políticos locais em uma etapa decisiva da definição de candidaturas para as eleições de outubro.
O registro da candidatura já foi oficializado pelo partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora o prazo para registro de candidaturas tenha se encerrado em 15 de agosto, a legislação eleitoral permite que partidos e federações solicitem a substituição de candidatos até 14 de setembro. Foi esse mecanismo que possibilitou a troca de Marcelo Heringer por Aécio Neves na chapa.
O anúncio representa uma mudança significativa nos planos de Aécio para 2026. Em 4 de agosto, o parlamentar havia afirmado que não disputaria nenhum cargo eletivo nas eleições de outubro, algo que ocorreria pela primeira vez em 40 anos de vida pública. A reviravolta aponta para a possibilidade de realinhamentos adicionais na disputa estadual e nacional nos próximos dias.
Eu no Senado e presidindo o PSDB, o partido que, proporcionalmente mais deve crescer nessas eleições, acho que terei melhores condições de articular um projeto para 2030 ao centro, realista, que olhe para o Brasil sem extremismos
A decisão formaliza uma estratégia do partido que combina liderança interna e ambição eleitoral, ao mesmo tempo em que se apoia em regras eleitorais específicas para permitir substituições até meados de setembro. Para eleitores e observadores, trata-se de um passo que renova debates sobre representatividade, articulação regional e projeções políticas para o ciclo eleitoral que se aproxima.
Do ponto de vista prático, a alteração exige que equipes de campanha, coligações e adversários reavaliem cronogramas, prioridades e mensagens públicas. A movimentação também reforça a importância do calendário legal: prazos de registro e substituição são determinantes para a composição final das chapas. Nas próximas semanas, os desdobramentos administrativos e políticos em Minas Gerais poderão confirmar se a estratégia terá o efeito esperado na corrida pelo governo estadual e pelas cadeiras no Congresso.

Fonte: InfoMoney – Mercado
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