Os mercados europeus operaram sem direção definida nesta terça-feira, refletindo o alívio das tensões no Oriente Médio e a expectativa dos investidores pela próxima decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Por volta das primeiras horas do pregão, o índice pan-europeu Stoxx 600 permanecia estável, enquanto o DAX, da Alemanha, registrava leve queda. Já o CAC 40, da França, operava próximo da estabilidade, e o FTSE 100, do Reino Unido, apresentava recuo moderado.
O sentimento dos mercados foi influenciado pela sinalização de que Irã e Israel interromperam a recente escalada de ataques, reduzindo temporariamente os temores de uma ampliação do conflito na região. Apesar disso, o cenário segue delicado. O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, continua com restrições ao tráfego de petroleiros.
Com a diminuição das preocupações imediatas, os contratos futuros do petróleo Brent recuaram, embora permaneçam em patamares superiores aos observados antes do início da crise. Os rendimentos dos títulos públicos da zona do euro também caíram, indicando uma busca maior por ativos considerados seguros.
No radar dos investidores está a reunião do Banco Central Europeu, marcada para quinta-feira. A expectativa é de um novo aumento das taxas de juros diante das pressões inflacionárias, especialmente após a alta dos preços da energia provocada pelas incertezas geopolíticas. Nos Estados Unidos, o mercado também segue avaliando a possibilidade de novos ajustes monetários por parte do Federal Reserve ainda este ano.
Entre os destaques corporativos, as ações da farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) recuaram após o anúncio da aquisição da empresa de biotecnologia Nuvalent por US$ 10,6 bilhões. O negócio amplia a presença da companhia britânica no desenvolvimento de tratamentos contra o câncer de pulmão.

