Depois de quase três anos, a Americanas (AMER3) virou a página. A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta segunda-feira (19) o fim da recuperação judicial da varejista. A empresa estava nesse processo desde o início de 2023, quando revelou um escândalo contábil que levou a processos e a uma arbitragem contra vários ex-executivos.
O mercado gostou da notícia: segundo a Reuters, as ações fecharam o dia com alta de quase 7%, cotadas a R$ 5,97.
O que muda na prática
Para o CEO Fernando Dias Soares, a principal mudança é que a empresa volta a ter acesso a novas linhas de crédito e a investimentos.
“Muitos fornecedores têm restrições em investimento em companhias em recuperação judicial”, explicou. Enquanto estava em recuperação, a Americanas não podia aumentar seus limites de crédito, o que funcionava como um teto para o crescimento. Agora, esse limite deixa de existir.
“A decisão é positiva para nós e para o mercado como um todo”, afirmou o executivo.
Os números da virada
A empresa já mostrava sinais de recuperação:
- As vendas nas mesmas lojas cresceram 9,3% no primeiro semestre.
- Ganhou R$ 500 milhões em eficiência operacional, ou seja, economia e melhoria na gestão.
A venda de ativos que a Americanas começou nos últimos trimestres vai continuar. “O plano continua, com a mesma disciplina e a mesma energia”, disse Soares.
De olho no fim de ano
A empresa já se prepara para as datas mais importantes do varejo. “Há novos aceleradores para testar na Black Friday e Natal apesar de mercado restrito”, afirmou o CEO.
Vale lembrar
Sair da recuperação judicial é um passo importante, mas não garante que a empresa vai dar lucro. Ações de empresas em reestruturação costumam oscilar bastante. Antes de investir, avalie seu perfil e diversifique a carteira.
Com informações do Investing.com e da Reuters
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