Lotes de medicamentos para pressão arterial e câncer de mama foram suspensos pela Anvisa por falhas de qualidade. Pacientes que usam esses produtos devem consultar seu médico imediatamente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão da venda, distribuição e uso de lotes de medicamentos utilizados para controle de pressão arterial e tratamento de câncer. Esta decisão foi tomada em uma determinação publicada em 02 de junho de 2026, visando garantir a segurança dos pacientes.
Um dos medicamentos afetados é o Halaven (mesilato de eribulina), utilizado no tratamento do câncer de mama. O lote 148386, fabricado pela United Medical Ltda, foi suspenso devido a um desvio de qualidade relacionado ao teor do princípio ativo, que se encontra abaixo da especificação aprovada. A empresa já comunicou que está realizando o recolhimento voluntário do produto.
A Anvisa afirmou: “A medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso do produto.”
Além do Halaven, a Anvisa também suspendeu nove lotes do medicamento maleato de enalapril, que é utilizado para controle da pressão arterial. Os lotes 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M apresentaram um desvio de qualidade relacionado a um erro na embalagem, onde a composição foi identificada incorretamente como “10 mg” em vez de “20 mg”.
Sobre esse caso, a Anvisa declarou: “Além de suspender a venda do medicamento, a medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso do produto.”
A Anvisa também suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão, fabricada pela Indústria Farmacêutica S/A. Um laudo do Instituto Adolfo Lutz revelou resultados insatisfatórios em testes de qualidade do produto, levando à proibição de sua venda e distribuição.
Por fim, todos os lotes de cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda, foram apreendidos, pois o produto não possui registro, notificação ou cadastro na Anvisa, e a empresa não possui autorização de funcionamento. A Anvisa enfatizou que “a medida impede ainda a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso do medicamento.”
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






