O Bitcoin recuou nesta terça-feira, ampliando as perdas recentes e passando a acumular queda de cerca de 50% em relação à máxima histórica de US$ 126.272 registrada em outubro. Por volta das 3h13 (horário de Brasília), a criptomoeda caía quase 4%, negociada a US$ 63.131, após tocar a mínima de US$ 62.758 no início do dia.
O movimento ocorre em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais, pressionados pela incerteza em torno da política tarifária dos Estados Unidos, tensões geopolíticas envolvendo o Irã e uma liquidação recente em ações de tecnologia em Wall Street.
Dados de mercado indicam continuidade da pressão vendedora. Grandes detentores — as chamadas “baleias” — vêm transferindo volumes relevantes de Bitcoin para exchanges, sinalizando possível intenção de venda. Ao mesmo tempo, fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista registraram saídas pela quinta semana consecutiva, refletindo redução da exposição por parte de investidores institucionais.
A Strategy anunciou a compra de 592 bitcoins adicionais, mas o ativo segue abaixo do preço médio de aquisição da empresa, estimado em US$ 76.020, o que evidencia o cenário adverso.
A fraqueza do mercado também atingiu as principais altcoins. O Ether caiu 2,8%, para US$ 1.826, enquanto XRP e BNB recuaram 2,6% e 1,4%, respectivamente. Cardano e Solana registraram quedas de 3,3% e 2,8%. Entre as memecoins, Dogecoin perdeu 3,6% e o token $TRUMP recuou 0,9%.
Apesar de não serem diretamente impactadas por medidas comerciais, as criptomoedas tendem a reagir fortemente a mudanças no sentimento global, dado seu perfil predominantemente especulativo.

