A divulgação do DLSS 5 na semana passada gerou discussões acaloradas nas redes sociais. Enquanto parte do público manifesta desconfiança sobre a novidade da NVIDIA, o artista Georgian Avasilcutei — que trabalhou em estúdios como Arkane (Dishonored 1 e 2), DONTNOD (Life is Strange) e Avalanche (Hogwarts Legacy) — saiu em defesa da tecnologia e classificou as reclamações como “o pico da ignorância”.
O que disse o artista
No Twitter, em 18 de março de 2026, Avasilcutei afirmou que muitos usuários associam erroneamente o DLSS 5 a modelos de IA generativa. Segundo ele, o recurso não cria imagens por meio de prompts nem altera a contagem de polígonos. “O sistema apenas utiliza os dados do próprio modelo para recalcular iluminação e sombreamento”, declarou.
Para ilustrar o argumento, o artista exibiu dois modelos idênticos, um com ray tracing ativado e outro sem, demonstrando que a simples mudança de luz pode transformar a aparência de um objeto. “Alguns vão preferir a versão da esquerda e chamá-la de ‘visão do artista’. Na verdade, trata-se apenas das limitações impostas por iluminação e sombreamento”, escreveu. “Todo artista gostaria de ver o resultado correto em tempo real.”
Percepção do público e análises técnicas
Embora a proposta da NVIDIA seja oferecer visuais mais realistas, parte da comunidade reclama que o efeito reduz a “cara de videogame” dos cenários e personagens — especialmente nos rostos, onde o resultado ainda divide opiniões.
O canal Digital Foundry publicou um vídeo de 55 minutos detalhando o funcionamento do DLSS 5. De acordo com a análise, ajustes de tonemap e HDR atenuam os contrastes mais fortes e trazem melhorias perceptíveis na imagem final.
Imagem: NVIDIA
Com a discussão em andamento, a NVIDIA busca esclarecer dúvidas enquanto desenvolvedores e usuários testam o novo recurso em jogos para PC.
Com informações de Flow Games
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