Na quarta-feira (26), operações foram paralisadas por horas em terminais como Penza, Saratov e Volgogrado por medida preventiva, diz Rosaviatsiya. Decolagens e aterrissagens também sofreram restrições em Gelendzhik e Sochi.
Vários aeroportos na Rússia tiveram suas operações paralisadas na quarta-feira, 26, como medida preventiva diante de ataques relatados da Ucrânia. As restrições temporárias atingiram chegadas e partidas em ao menos dois terminais: Penza e Saratov, segundo comunicado do serviço de imprensa da Agência Federal de Transporte Aéreo da Rússia (Rosaviatsiya) divulgado na noite de quarta.
A Rosaviatsiya informou também o fechamento temporário do aeroporto de Volgogrado, no sul do território russo. Em Gelendzhik e Sochi, cidades resort na costa do Mar Negro, as decolagens e aterrissagens tiveram suspensão momentânea e foram retomadas posteriormente. Não ficou claro até aquele momento se as operações nos demais aeroportos afetados já haviam sido normalizadas.
“As medidas são necessárias para garantir a segurança de voo”, observou o departamento.
As paralisações ocorreram em meio a relatos de ataques entre os dois países. Do lado russo, houve ataques a um navio, a tanques de combustível e ao porto de Izmail, em território ucraniano, em um contexto de notícias de que Moscou estaria se preparando para intensificar operações militares diante de impasses nas negociações de paz.
O impacto extrapolou o setor aéreo: a transportadora de contêineres MSC anunciou suspensão de serviços no Mar Negro após os ataques, medida que sinalizou risco de interrupções logísticas e de cadeias de abastecimento na região. Interrupções portuárias e a suspensão de rotas comerciais foram citadas como consequências imediatas das ações militares e das medidas de segurança tomadas pelas autoridades de transporte.
O agravamento do ambiente geopolítico levou à visita do diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), John Ratcliffe, a Moscou. A viagem ocorreu após avaliações de inteligência norte-americanas que indicaram a possibilidade de que o presidente russo, Vladimir Putin, pudesse testar a determinação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com um ataque limitado a um país aliado nos próximos anos. A ida teve, segundo relatos, o objetivo de alertar a Rússia para não atacar a OTAN.
O episódio evidenciou como tensões militares podem provocar interrupções imediatas em transporte aéreo e marítimo e gerar maior incerteza para viajantes, empresas e mercados. Mesmo sem dados detalhados sobre o número total de voos afetados, as medidas temporárias destacaram a prioridade das autoridades em resguardar a segurança de passageiros e tripulações diante de ameaças percebidas.
Em tempos de volatilidade, a situação reforçou a importância de monitoramento constante de informações oficiais e de planos de contingência para operações logísticas e de viagem.


Fonte: InfoMoney – Mercado
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