O Bitcoin avançou 1,3% nesta segunda e atingiu US$82.147, impulsionado pela melhora do cenário econômico chinês. Em reais, a criptomoeda valia R$416.862; o Ethereum subiu 1,2%.
O Bitcoin opera em alta nesta segunda-feira (19), mantendo-se acima dos US$ 82 mil depois da divulgação de dados econômicos da China que superaram as expectativas. A reação das bolsas asiáticas e a recuperação dos contratos futuros de ações de tecnologia nos Estados Unidos impulsionaram o apetite por ativos de risco, favorecendo tanto o BTC quanto diversas criptomoedas ligadas a finanças descentralizadas (DeFi).
Nesta manhã, o Bitcoin registrava alta de 1,3%, cotado a US$ 82.147 no período de 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mercado estava em R$ 416.862. O Ethereum avançava 1,2%, a US$ 2.416; o XRP subia 1,7%; a Solana avançava 2,3%; e a BNB apresentava alta de 0,9%.
Na semana passada, o BTC chegou a perder temporariamente a faixa dos US$ 80 mil, pressionado por preocupações com a inflação americana, juros elevados e pela forte queda das ações de empresas ligadas à inteligência artificial. O movimento observado hoje acompanha uma melhora do cenário internacional, em especial após o dado do Produto Interno Bruto chinês.
A economia da China cresceu 4,5% no terceiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, superando as projeções de mercado. Paralelamente, as vendas no varejo vieram acima das estimativas, indicando melhora no consumo interno. Esses números ajudaram a reduzir parte das preocupações com a desaceleração da segunda maior economia do mundo e aumentaram a disposição de investidores em recompor posições em ativos mais arriscados.
A reação foi imediata nas bolsas asiáticas: no Japão, o índice Nikkei 225 avançava cerca de 1,8%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul registrava alta de aproximadamente 0,6%. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do Nasdaq 100 subiam mais de 1%, sinalizando uma possível recuperação das ações de tecnologia após uma semana de fortes perdas.
Outro fator que contribuiu para aliviar pressões foi a queda dos preços internacionais do petróleo, reduzindo o risco de elevação adicional da inflação global. Para o Bitcoin, que tem mostrado sensibilidade às mudanças no apetite por risco, esse conjunto de fatores favoreceu a recuperação momentânea acima dos US$ 82 mil, embora não elimine a volatilidade observada recentemente.
O mercado, porém, segue cauteloso. Nas últimas 24 horas, o volume de negociação de contratos futuros de criptomoedas subiu 51%, para US$ 146 bilhões, enquanto o volume de contratos em aberto cresceu apenas 1,25%, para US$ 141 bilhões. O volume de liquidações de posições alavancadas chegou a aproximadamente US$ 329 milhões no período. Além disso, os cinco contratos mais negociados na plataforma Deribit nas últimas 24 horas eram opções de venda de Bitcoin, usadas frequentemente como proteção contra quedas.
A recuperação atual melhora o panorama em relação às mínimas recentes, mas o comportamento continuado das bolsas americanas e as expectativas sobre juros nos Estados Unidos permanecerão entre os principais fatores a serem observados pelos investidores. Nesta semana, os resultados trimestrais de grandes empresas de tecnologia, incluindo Meta e Tesla, também devem influenciar o humor do mercado, especialmente após as preocupações recentes com investimentos em inteligência artificial.
Fonte: Portal do Bitcoin
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