Um artigo publicado pelo site TheGamer defende que a série Call of Duty deveria interromper seu ciclo anual de lançamentos, iniciado em 2005, para recuperar identidade e qualidade.
A análise recorda que o primeiro jogo da franquia chegou em 2003, desenvolvido pela Infinity Ward, e que 2004 foi o único ano sem um novo título. Desde então, há um lançamento por ano — prática mantida graças à rotação entre os estúdios Infinity Ward, Treyarch e Sledgehammer Games, com apoio da Raven Software desde “Cold War”, de 2020. O próximo capítulo, “Black Ops 7”, já está em produção.
Para o autor, o foco crescente em modos on-line, especialmente o gratuito Warzone, reduz a necessidade de um jogo completo pago a cada ciclo de 12 meses. O texto argumenta que a Activision poderia adotar um intervalo maior — por exemplo, lançamentos bienais — sem prejudicar o desempenho financeiro nem a comunidade competitiva.
O artigo também sustenta que a franquia perdeu uma identidade clara após “Advanced Warfare”, de 2014. Entre os pontos citados estão colaborações consideradas aleatórias, como skins de Seth Rogen, Nicki Minaj e o duo Cheech & Chong.
Como contraponto, a publicação menciona a série Battlefield, que alterna períodos mais longos entre seus títulos e, mesmo assim, alcançou boa recepção com a fase de testes abertos do próximo jogo (referido como “Battlefield 6”). Esse modelo, segundo o texto, ajuda a evitar a chamada “fadiga” do público.
Imagem: Internet
A avaliação conclui que, às vésperas de completar duas décadas de lançamentos anuais, Call of Duty deveria tirar um ou dois anos de folga para reforçar ideias, redefinir sua identidade e retornar ao mercado com mais fôlego.
Com informações de TheGamer
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