Em teleconferência de resultados realizada nesta semana, o copresidente da CD Projekt Red, Michał Nowakowski, declarou que a Inteligência Artificial já é empregada pelo estúdio em “áreas de produtividade” e gera “benefícios significativos”. Segundo o executivo, porém, a tecnologia não será responsável por desenvolver jogos completos nem substituir profissionais criativos.
“Os benefícios são reais e significativos, mas desconheço uma situação em que a IA possa ‘sentar e fazer jogos’. Ela não vai criar The Witcher 5 ou 6”, afirmou Nowakowski. Ele também negou que a adoção da ferramenta tenha como objetivo “reduzir quadro de pessoal”.
A posição coloca a desenvolvedora polonesa no mesmo grupo de estúdios que já reconhecem utilizar IA para acelerar processos, como Larian Studios, Bethesda e Warhorse Studios. Nesta última, o diretor Daniel Vávra declarou recentemente que “a IA veio para ficar” se ajudar a encurtar prazos de produção.
A discussão ganhou força após a Larian confirmar o uso de IA na nova entrada da série Divinity, gerando reação negativa de parte dos fãs. O CEO Swen Vincke precisou publicar explicações e prometeu uma sessão de perguntas e respostas em janeiro sobre o tema.
Críticos argumentam que sistemas generativos utilizam obras de artistas sem consentimento ou compensação. O programador Casey Muratori destacou que, ao pagar empresas como OpenAI ou Midjourney, nenhum valor chega aos criadores cujos trabalhos serviram de base. Desenvolvedores como Josh Sawyer (Fallout: New Vegas) e Dave Oshry (New Blood) também se manifestaram contra o uso de IA para arte.
Imagem: Internet
Apesar das controvérsias, a adoção da tecnologia cresce dentro da indústria, inclusive entre estúdios anteriormente vistos como contrários à prática.
Com informações de TheGamer
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