O diretor-executivo da Take-Two Interactive, Strauss Zelnick, disse não esperar que a falta mundial de memória atrase o lançamento dos próximos videogames de Sony e Microsoft. A declaração foi dada em entrevista ao site The Game Business.
Previsão contestada
A posição de Zelnick contraria a análise de David Gibson, da MST Financial. Segundo o especialista, o aumento de preços de chips de memória deve prolongar o ciclo do PlayStation 5 e empurrar o PlayStation 6 para uma data mais distante, enquanto a Sony aguardaria custos menores.
Pressão da inteligência artificial
O encarecimento do componente é atribuído à crescente demanda de centros de dados que sustentam ferramentas de inteligência artificial generativa. Esses ambientes consomem grandes volumes de DRAM e NAND, reduzindo a oferta para outros segmentos, como a indústria de jogos eletrônicos.
Gigantes do setor buscam alternativas
Mesmo diante do cenário de escassez, Zelnick avalia que fabricantes de consoles conseguirão suprir suas linhas de produção. Ele lembrou que Sony, Microsoft e Nintendo estão entre as maiores companhias do mundo e, por isso, têm poder de compra para garantir estoques.
Outras empresas já adotam estratégias para lidar com os custos. A Nintendo aposta em ganhos de escala para manter os preços de fabricação, enquanto a Valve evitou divulgar valores do Steam Machine após a disparada dos insumos.
Imagem: Internet
Próximos lançamentos no horizonte
No campo da Microsoft, documentos internos citam o envio de kits de desenvolvimento do Project Helix a partir de 2027, sinalizando um possível lançamento comercial em 2028 ou depois.
Há previsões mais pessimistas, como a do presidente da fabricante de SSDs Phison, que chegou a dizer que “eletrônicos de consumo estão acabados” diante da corrida por memória liderada por gigantes como Nvidia. Ainda assim, no entendimento do executivo da Take-Two, o mercado de consoles deve manter seu cronograma.
Com informações de TheGamer
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