Em reunião em Pequim, os chanceleres de China e Brasil destacaram o fortalecimento da parceria entre os dois países. Wang Yi afirmou que os povos estão mais unidos do que nunca.
A relação entre Brasil e China está em um momento histórico de aproximação política e econômica, conforme análise do governo chinês.
Em uma reunião realizada na última segunda-feira, 1º de junho, em Pequim, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, expressou ao chanceler brasileiro, Mauro Vieira, que os laços entre as duas nações se tornaram mais fortes nos últimos anos, adquirindo uma importância crescente no cenário global.
“Os povos de ambos os países estão mais unidos do que nunca”, afirmou Wang, ressaltando que Pequim se posiciona como “um amigo confiável dos países da América Latina e do Caribe”.
Wang também destacou que “China e Brasil têm cooperado estreitamente no âmbito internacional, demonstrando sua responsabilidade e se consolidando como pilares para a manutenção da estabilidade e a promoção do desenvolvimento no mundo atual”.
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No primeiro compromisso da visita oficial a Pequim, o chanceler brasileiro foi recebido no Grande Salão do Povo pelo vice-presidente da China, Han Zheng. Durante o encontro, Wang Yi enfatizou a importância de fortalecer a atuação conjunta em organismos multilaterais, propondo que “China e Brasil devem reforçar a comunicação e a cooperação em mecanismos como as Nações Unidas e o Brics”.
De acordo com o ministro, essa parceria pode contribuir para um sistema de governança global mais justo e equitativo, além de proteger os interesses dos países em desenvolvimento.
Mauro Vieira, por sua vez, destacou a relevância estratégica da relação bilateral. “Tanto o Brasil quanto a China são potências importantes que apoiam o multilateralismo e promovem o livre comércio”, afirmou.
A agenda do ministro brasileiro em Pequim também incluiu uma reunião com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao. O Itamaraty informou que o intercâmbio comercial entre os dois países alcançou um feito histórico em 2025, com a corrente de comércio atingindo US$ 171 bilhões, enquanto os investimentos chineses no Brasil somaram US$ 6,1 bilhões no mesmo período.
Além disso, as exportações chinesas de veículos elétricos para o Brasil cresceram 221% em abril deste ano, estabelecendo a China como líder de importação nesse segmento.

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