O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomou uma decisão significativa ao abrir, por unanimidade, um novo processo administrativo disciplinar contra o juiz Aluízio Ferreira Vieira, do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). Este movimento ocorreu durante a 8ª Sessão Ordinária de 2026 e reflete o compromisso da instituição com a justiça e a transparência.
O juiz já se encontra afastado de suas funções devido a um procedimento disciplinar anterior, que investiga a suspeita de recebimento de vantagens indevidas no exercício de sua função. O CNJ decidiu manter esse afastamento, ressaltando a seriedade das acusações e a importância de um julgamento justo e imparcial.
A abertura do novo processo pelo CNJ foi por unanimidade.
As investigações que geraram este novo processo estão ligadas à Operação Fullone, conduzida pela Polícia Federal em 2024. Essa operação busca esclarecer possíveis desvios milionários de recursos destinados à Saúde de Roraima. A empresa Olimpo Comércio e Serviços Ltda. é um dos focos das investigações, uma vez que, entre maio e outubro de 2019, assumiu serviços de lavanderia da rede pública estadual sem um contrato formal, totalizando mais de R$ 1,5 milhão em contratos.
Conforme relatado, o juiz, que era titular da 1ª Vara da Fazenda Pública de Boa Vista, teria bloqueado e transferido imediatamente recursos do Fundo Estadual de Saúde para a referida empresa em julho de 2021. Esse ato se deu mesmo após o Tribunal de Contas de Roraima emitir uma medida cautelar para suspender os pagamentos relacionados a esse contrato.
Além disso, as investigações também revelaram movimentações financeiras que levantam suspeitas, sendo consideradas incompatíveis com os rendimentos do magistrado. O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, ao votar pela abertura deste novo processo, rejeitou a defesa do juiz, que alegava que os fatos já haviam sido analisados em outro procedimento. Campbell destacou que o caso anterior abordava outras empresas e um suposto conluio com um advogado.
A Operação Fullone também impactou outros indivíduos, incluindo o conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima, Joaquim Pinto Souto Maior, e seu filho, o empresário João Victor Noleto Souto Maior, que também foram alvos das investigações.
Em resposta a essa situação, o TJRR declarou que está acompanhando atentamente os desdobramentos do processo e se coloca à disposição do CNJ para colaborar no que for necessário.

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