Diversos conjuntos de Magic: The Gathering, criticados ou subestimados quando chegaram às lojas, vêm conquistando espaço nas mesas e no apreço dos jogadores com o passar do tempo. A seguir, veja quais edições recuperaram a reputação e os motivos que explicam essa mudança de percepção.
Aetherdrift
Lançada com forte ênfase em Veículos e uma direção artística considerada “extravagante”, Aetherdrift teve recepção inicial morna. Atualmente, suas temáticas de artefatos se encaixam em coleções posteriores, como Final Fantasy e Edge of Eternities, e cartas como Brightglass Gearhulk, Ketramose e Stock Up passaram a aparecer em diversos formatos.
Gatecrash
Por anos apontada, ao lado de Dragon’s Maze, como uma das piores visitas a Ravnica, Gatecrash sofreu críticas pelas mecânicas de guilda pouco marcantes e por um ambiente de draft dominado por decks de duas cores cheios de criaturas de custo baixo. Apesar disso, o conjunto entregou cartas duradouras: além dos cinco shocklands (reimpressões), estreou Boros Charm, Thespian’s Stage, Illusionist’s Bracers, Blind Obedience, Hellkite Tyrant e outras peças hoje frequentes em construído.
Legends
Lançada em 1994, Legends dividia suas cartas incomuns em dois “listas” distintas dentro de cada caixa, o que gerou frustração e levou a Wizards of the Coast a criar um programa de troca entre jogadores. Mesmo envolta em polêmica, a edição apresentou os primeiros legendary creatures e, por consequência, lançou as bases do formato Commander.
Karlov Manor
A coleção ambientada em Ravnica recebeu críticas pelo excesso de referências à cultura pop e por cartas consideradas fracas. Com o tempo, cards como Warleader’s Call, Demand Answers, Slime Against Humanity e os terrenos com surveil ganharam espaço, revertendo parte da má impressão inicial.
Zendikar Rising
O retorno a Zendikar, em 2020, teve a mecânica party vista como incompleta e apresentou uma narrativa pouco impactante. Mesmo assim, a edição introduziu as cartas de face dupla modais (MDFCs), reforçou estratégias tribais, trouxe o uso eficiente de kicker, iniciou a série de pré-construídos de Commander por coleção e inaugurou os pacotes Set Booster.
Conspiracy
Ambientada no plano renascentista de Fiora, Conspiracy (2014) — e seu sucessor, Take the Crown — inovou ao inserir cartas que interferiam no próprio draft. Sem grande sucesso comercial, dificilmente terá continuação, mas permanece querida entre quem a jogou. Personagens como Daretti, Marchesa, Selvala e Brago tornaram-se comandantes populares.
Imagem: Borja Pindado
Commander Legends: Battle for Baldur’s Gate
Após o aclamado Commander Legends (2020), a versão ambientada em Baldur’s Gate chegou em 2022 com potência menor e foi ofuscada pelo lançamento de Double Masters 2022. O interesse cresceu mais de um ano depois, impulsionado pelo videogame Baldur’s Gate 3 e pela presença de companheiros do jogo entre as cartas da coleção.
Urza’s Saga
Lançada em 1998, Urza’s Saga desencadeou o período conhecido como “Combo Winter”, quando decks de combo dominaram o competitivo e vários cards do bloco foram banidos em Legacy. Passadas duas décadas, a coletânea é lembrada por adicionar cartas icônicas — Worn Powerstone, Victimize, Gamble, Sneak Attack, Carpet of Flowers —, terrenos valiosos como Gaea’s Cradle e Tolarian Academy, além de estrear a mecânica de cycling.
Com a redescoberta dessas oito coleções, jogadores e colecionadores reforçam a ideia de que a avaliação de um set pode mudar conforme o ambiente de jogo evolui e novos formatos surgem.
Com informações de TheGamer
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